O nome de Jim Caviezel ganhou destaque novamente no cenário internacional com o anúncio de que ele interpretará o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia "Dark Horse", que tem estreia prevista para 2026. A notícia gerou grande repercussão, especialmente porque o ator é mundialmente famoso por ter dado vida a uma das figuras mais emblemáticas da história: Jesus Cristo.
Nascido em 1968, em Mount Vernon, Washington, James Patrick Caviezel Jr. é um ator norte-americano com uma carreira marcada por papéis dramáticos e, em muitos casos, com forte apelo religioso. Seu trabalho mais conhecido e que o catapultou para a fama global é, inegavelmente, sua interpretação como Jesus no filme "A Paixão de Cristo" (2004), dirigido por Mel Gibson.
A entrega e intensidade de Caviezel no papel renderam-lhe aclamação, mas também o envolveram em polêmicas relacionadas à natureza gráfica e emocionalmente exaustiva da produção. O filme se tornou um marco de bilheteria e elevou o ator a um status de ícone para grande parte do público cristão.
Antes de Jesus, Caviezel já havia participado de filmes notáveis, embora em papéis menos centrais. Ele atuou em:
"Além da Linha Vermelha" (1998)
"Frequência" (2000)
"O Conde de Monte Cristo" (2002)
Após o sucesso de "A Paixão de Cristo", ele continuou trabalhando em diversas produções, notadamente a série de televisão "Person of Interest" (2011-2016), onde interpretou John Reese, um ex-agente da CIA.
Mais recentemente, ele retornou aos holofotes com o filme de suspense e drama "Sound of Freedom" (2023), que aborda o tema do tráfico infantil. O filme foi um sucesso de bilheteria e gerou intensos debates por seu conteúdo e por ter sido promovido por grupos com visões políticas específicas nos Estados Unidos.
A escolha de Caviezel para viver Bolsonaro na produção dirigida por Cyrus Nowrasteh é significativa. O filme, cuja trama começa após o atentado de 2022 sofrido pelo ex-presidente, promete ser uma produção de cunho político e dramático, alinhada ao histórico do diretor.
Jim Caviezel é conhecido por ser um ator de convicções conservadoras e católicas, alinhando-se a temas e posicionamentos que ressoam com a base política de Bolsonaro, o que adiciona uma camada extra de interesse e potencial controvérsia à sua escalação para o papel.
A produção e o roteiro de "Dark Horse" são de autoria de Mario Frias, ator e ex-Secretário da Cultura no governo Bolsonaro.