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Ricardo Nunes critica Enel após 1,5 milhão ficarem sem luz: “Irresponsabilidade”
Prefeito diz que empresa falha em qualquer mudança climática e cobra agilidade na remoção de árvores durante passagem de ciclone extratropical
11/12/2025 11h40
Por: Natália Raquel

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), elevou o tom contra a Enel depois do novo apagão que atingiu a capital e cidades da Grande São Paulo. A manhã desta quinta-feira (11 de dezembro) começou com 1,5 milhão de imóveis sem energia elétrica, em meio à passagem de um ciclone extratropical que provocou ventos fortes e quedas de árvores em diversas regiões do estado.

 

Nas redes sociais, Nunes publicou um vídeo classificando a situação como mais uma “irresponsabilidade” da concessionária. Segundo ele, a rede apresenta falhas recorrentes em eventos climáticos. “Qualquer evento climático, milhões de pessoas ficam sem energia”, afirmou.

 

A gravação foi feita quando o prefeito chegou em casa às 22h35 de quarta-feira. No vídeo, ele relata que 137 árvores haviam caído em São Paulo até aquele momento, número considerado alto para poucas horas de tempestade. Das ocorrências, 35 dependiam do desligamento da rede elétrica pela Enel para permitir a remoção segura das equipes da prefeitura.

 

➡️ "Irresponsabilidade": Nunes ataca Enel após milhões ficarem sem luz

Mais de 1,5 milhão de moradores da Grande SP amanheceram sem energia elétrica nesta quinta-feira após um vendaval atingir São Paulo pic.twitter.com/OSsDAOsEil

— Metrópoles (@Metropoles) December 11, 2025

 

 

Nunes parabenizou os servidores municipais envolvidos no atendimento às ocorrências de emergência, mas reforçou que as ações de poda e retirada de árvores são limitadas quando a concessionária não atua com rapidez. O prefeito disse ainda que a cidade enfrenta dificuldades sempre que há episódios de chuva intensa ou rajadas de vento. A crítica repete reclamações feitas em outros apagões registrados ao longo do ano.

 

A chegada do ciclone extratropical intensificou as rajadas de vento e provocou quedas de energia em vários bairros de São Paulo e cidades vizinhas. A Defesa Civil monitora áreas de risco e mantém equipes de prontidão para atender alagamentos, quedas de galhos e danos em estruturas. A Enel não detalhou, até o momento, o prazo estimado para o restabelecimento completo do fornecimento.

 

O novo apagão reacendeu debates sobre a capacidade da concessionária de operar em situações climáticas críticas. A Enel tem sido alvo de queixas constantes de moradores e autoridades desde episódios recentes de interrupção prolongada no serviço. A prefeitura afirma que, sem resposta rápida da empresa, o impacto das tempestades tende a ser mais severo.