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Operação da PF mira ex-assessora de Arthur Lira por desvios de emendas parlamentares
Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção
12/12/2025 12h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Mariângela Fialek, assessora de Arthur Lira, é alvo de operação da PF - Reprodução: LinkedIn

Uma antiga assessora do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que já ocupou o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, tornou-se o foco de uma ação da Polícia Federal, iniciada nesta sexta-feira, 12. Mariângela Fialek era considerada o braço-direito do parlamentar e exerceu a função de consultora técnica da Presidência da Casa Legislativa durante o mandato dele. Contudo, conforme a equipe de comunicação de Lira declarou ao Terra, não existe mais vínculo entre eles.

A corporação policial divulgou que a "Operação Transparência" está em andamento, visando investigar desvios na alocação de verbas públicas por intermédio de modificações orçamentárias propostas por legisladores. Os agentes estão executando duas ordens de busca e apreensão, emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF).

Estão sob apuração os delitos de peculato, falsidade ideológica, utilização de documento adulterado e propina (corrupção). Atualmente, Mariângela permanece como servidora na Câmara dos Deputados. Ela aparece listada em uma posição de natureza especial na liderança do Partido Progressistas (PP). O setor de imprensa do PP informou que ainda não possui um parecer oficial sobre a operação.

Em 2022, uma reportagem do periódico O Estado de S. Paulo revelou que o deputado Arthur Lira mantinha uma "salinha do orçamento secreto" em um prédio anexo da Câmara, na qual tinham acesso seis funcionários da Presidência para conduzir despachos. Uma dessas pessoas era Mariângela Fialek, conhecida pelos deputados pelo codinome Tuca e vista como uma espécie de "gerente" do orçamento secreto.

Essa prática amplamente disseminada no Congresso diz respeito às emendas de relator do Orçamento. Tais instrumentos permitem que os membros do parlamento direcionem recursos que provêm dos cofres federais sem que haja clareza sobre o destino final da quantia.

A validade do orçamento secreto está sob debate no Supremo Tribunal Federal. A Corte ainda decidirá se a obrigatoriedade na efetivação das emendas parlamentares está em conformidade com a Constituição. O processo é relatado pelo ministro Flávio Dino.