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Rede SAMPA Trans de São Paulo é premiada pelo terceiro ano seguido em selo de direitos humanos
Programa da Saúde municipal atende cerca de 8 mil pessoas trans em 45 unidades da capital
12/12/2025 13h50
Por: Natália Raquel
Tânia Regina Corrêa de Souza, coordenadora de Saúde Integral da População LGBTIA+ da Secretaria Municipal da Saúde. Foto: Divulgação/SMS

A Rede de Atenção à Saúde Integral da População LGBTIA+, conhecida como Rede SAMPA Trans, foi premiada na 8ª edição do Selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo. A cerimônia ocorreu nesta quarta-feira (10) e reconheceu iniciativas que promovem inclusão, equidade e respeito aos direitos humanos na cidade.

 

Mantida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a rede foi reconhecida na categoria LGBTI e recebe o selo pelo terceiro ano consecutivo. O programa está presente em 45 unidades de saúde, entre atenção básica e especializada, e acompanha cerca de 8 mil pessoas transgênero em todas as regiões da capital.

 

Para a coordenadora de Saúde Integral da População LGBTIA+ da SMS, Tânia Regina Corrêa de Souza, o prêmio amplia a visibilidade das políticas públicas voltadas a esse público. Segundo ela, o reconhecimento por outra secretaria reforça a importância do trabalho desenvolvido na rede municipal.

 

Ao longo dos últimos anos, a Rede SAMPA Trans ampliou o escopo de atuação. Na primeira premiação, apresentou o conjunto de serviços oferecidos. No ano seguinte, incluiu ações específicas para adolescentes e familiares. Nesta edição, destacou a capacitação de multiplicadores de políticas públicas na área.

 

A rede oferece acompanhamento integral à população trans, com acesso a hormonização, orientações em saúde sexual e reprodutiva, acompanhamento pré e pós-cirúrgico, atendimento psicossocial e estratégias de prevenção combinada de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e HIV/Aids.

 

Metade dos atendimentos ocorre na região central da cidade, onde há maior concentração da população atendida. De acordo com a coordenação, as equipes são treinadas para acolher pacientes e familiares, além de promover grupos de apoio para crianças, adolescentes, adultos, pais e mães, com foco na troca de experiências.

 

Nesta edição, o Selo de Direitos Humanos e Diversidade premiou 121 iniciativas e organizações. Entre elas estão instituições como Instituto Baccarelli, Fundação Dorina Nowill para Cegos e Mães da Sé.

 

Criado pela Prefeitura de São Paulo, o selo reconhece projetos em 12 categorias, entre elas infância, igualdade racial, imigração, juventude, mulheres, pessoas com deficiência, população em situação de rua, idosos, pessoas privadas de liberdade, povos indígenas e transversalidades. O objetivo é incentivar políticas de inclusão, valorizar boas práticas e combater todas as formas de discriminação.