O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou exames de ultrassonografia neste domingo, 14, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O resultado apontou duas hérnias inguinais. Médicos recomendaram cirurgia para tratar o problema, segundo informou a defesa.
De acordo com o advogado João Henrique de Freitas, os exames confirmaram a necessidade de intervenção cirúrgica. Ele afirmou que a cirurgia é o único tratamento capaz de resolver o quadro de forma definitiva.
A autorização para o exame foi concedida no sábado, 13, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A decisão permitiu a entrada de um médico com aparelho portátil de ultrassom na unidade da PF onde Bolsonaro está detido.
O pedido foi apresentado pela defesa na quinta-feira, 11. Os advogados argumentaram que os documentos médicos anteriores eram antigos e que era necessário atualizar o diagnóstico para subsidiar a perícia oficial.
Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na sede da Polícia Federal, na capital federal. Inicialmente, cumpriu prisão preventiva. Após o trânsito em julgado da condenação relacionada à trama golpista, em 25 de novembro, passou a cumprir pena em regime fechado.
A defesa também solicitou autorização para que o ex-presidente realize a cirurgia no Hospital DF Star, em Brasília. O pedido inclui a permanência no hospital pelo período considerado necessário para a recuperação pós-operatória.
A hérnia inguinal ocorre quando parte do intestino ou tecido abdominal se desloca por uma abertura na região da virilha. O problema pode causar inchaço e dor, sobretudo durante esforço físico.