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Moraes pede à PGR um parecer sobre laudo da tornozeleira de Bolsonaro
No documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, a PF confirmou que houve tentativa de violação na tornozeleira de Bolsonaro
18/12/2025 12h53
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Jair Bolsonaro - Reprodução: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Nesta quinta-feira (18), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), remeteu à Procuradoria-Geral da República (PGR) os resultados do exame técnico sobre a tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro (PL). A instituição terá menos de uma semana para apresentar seu parecer sobre o incidente.

Na determinação, Moraes estabeleceu:

“Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da Republica e à Defesa, para manifestação, no prazo de 5 (cinco) dias, sucessivamente. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”.

A movimentação processual surge após a Polícia Federal (PF) identificar danos no equipamento com “características de execução grosseira”. Esse episódio, somado a aglomerações de apoiadores na porta de sua residência, culminou na detenção preventiva do ex-presidente, ordenada por Moraes após o alerta de segurança emitido pelo monitoramento eletrônico.

De acordo com o laudo, houve de fato um esforço para romper o lacre utilizando calor intenso na estrutura plástica. Os especialistas detectaram: Uso de um instrumento similar a um ferro de solda, presença de detritos metálicos e vestígios de ferro na área fundida e resultados de testes laboratoriais que se mostraram “compatíveis” com uma tentativa deliberada de rompimento.

O material ainda passará por análises complementares no SEPAEL (Serviço de Perícias em Audiovisual e Eletrônicos) para detalhamento técnico final.

Admissão e Linha de Defesa

O caso ganha contornos inusitados devido à confissão imediata do monitorado. Ao ser contatado pela central de fiscalização, Bolsonaro teria admitido o ato: “Meti um ferro quente aí”. Questionado sobre a motivação, alegou que o fez por “curiosidade” e especificou o objeto: “Foi ferro de soldar […]. Não rompi a pulseira, não”.

Por outro lado, o corpo jurídico do ex-presidente — que atualmente cumpre sentença de mais de 27 anos pela participação em tramas antidemocráticas — sustenta uma tese médica. Segundo os advogados, Bolsonaro teria sofrido uma crise de desorientação provocada pela interação medicamentosa entre Pregabalina e Sertralina, resultando em um quadro de “alucinação” e confusão mental.