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O que acontece agora com a aprovação do PL da Dosimetria no Senado?
PL da Dosimetria surgiu como solução das lideranças da Câmara e do Senado para atender à pressão de aliados de Bolsonaro
18/12/2025 13h10
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: TV Senado

O Senado Federal deu sinal verde, nessa última quarta-feira (17), ao chamado "PL da Dosimetria". O texto legislativo agora aguarda o veredito do Palácio do Planalto. A medida propõe reformular diretrizes do Código Penal e da Lei de Execução Penal, visando suavizar o tempo de cárcere do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), e de seus colaboradores condenados por investidas contra a democracia e pelos episódios de 8 de janeiro.

Atualmente, o ex-mandatário encontra-se recluso em uma unidade especial da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre uma sentença de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

O que propõe a nova legislação?

O cerne do projeto é a criação de um atalho para a "progressão de regime" — o trânsito de uma detenção severa para condições mais flexíveis — focado em crimes contra o Estado Democrático de Direito.

No Senado, o senador Esperidião Amin (PP-SC) utilizou uma estratégia regimental para blindar a proposta: após pressões externas e críticas de juristas, ele limitou o benefício da progressão acelerada exclusivamente aos delitos de cunho antidemocrático, evitando que a brecha atingisse criminosos comuns.

As principais mudanças aprovadas incluem:

Estimativas do deputado Paulinho da Força sugerem que, com essas regras, Bolsonaro permaneceria apenas 28 meses em regime fechado. Pelas normas vigentes, a Justiça do DF prevê que ele só teria direito ao semiaberto em 23 de abril de 2033, após cerca de sete anos de detenção.

O Futuro do Projeto: Vetos e Desafios Judiciais

O destino da proposta agora repousa nas mãos de Lula, que tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar. Se houver o veto, o Congresso pode revertê-lo com o apoio de 257 deputados e 41 senadores.

Caso o projeto se torne lei, o embate se deslocará para o Supremo Tribunal Federal (STF). Partidos de esquerda e a PGR já se articulam para questionar a constitucionalidade da norma. Além disso, existe a chance de uma interrupção prévia: