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Sóstenes e Jordy são alvos da PF em busca por desvio em cota parlamentar; entenda
Operação do STF apura esquema de desvio de cotas parlamentares e leva celulares de deputados do PL
19/12/2025 11h18 Atualizada há 8 meses
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Fotos: redes sociais

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19) a Operação Galho Fraco, que colocou no centro das investigações os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio, recolhendo celulares dos parlamentares e documentos considerados relevantes para o inquérito.

Durante a ação, a PF apreendeu uma grande quantia em dinheiro vivo. No quarto de hotel onde estava Sóstenes Cavalcante, foram encontrados R$ 430 mil em espécie. Segundo a investigação, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma articulada para desviar e ocultar recursos públicos provenientes das cotas parlamentares.

A nova fase é um desdobramento de uma operação realizada em dezembro de 2024, quando assessores dos dois deputados já haviam sido alvo da PF na chamada operação Rent a Car. Na ocasião, celulares foram apreendidos e mensagens trocadas com os parlamentares acabaram impulsionando o avanço das apurações, que investigam crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, o suposto esquema envolvia a utilização de empresas de locação de veículos para simular contratos de prestação de serviços, permitindo o desvio de recursos públicos. A cota parlamentar, vale lembrar, é uma verba mensal destinada a custear despesas do mandato e pode ultrapassar R$ 40 mil por mês no caso dos deputados do Rio de Janeiro.

 
 
 
 
 
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