A reestruturação das cadeiras no Legislativo federal foi imediata após a cúpula da Câmara dos Deputados oficializar a destituição de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os cargos vagos acionou o mecanismo de substituição pelos suplentes, cujas posições foram estabelecidas pelo desempenho nas urnas no pleito de 2022.
Em São Paulo, o processo de sucessão ocorreu de forma célere. O posto anteriormente ocupado por Eduardo agora pertence ao missionário José Olímpio (PL-SP). Com um histórico de 61.938 votos, ele já consta no sistema da Casa com o status de deputado “em exercício”.
O novo titular, que é pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus, já possui experiência no Parlamento e já vinha exercendo as funções parlamentares de modo provisório durante o autoexílio de Eduardo no exterior, o que tornou o preenchimento da vaga definitivo após a decisão da Mesa.
No Rio de Janeiro, o rito administrativo segue um ritmo distinto. Embora a queda de Ramagem tenha sido formalizada, o sucessor oficial ainda não foi anunciado pela Câmara. A oficialização depende de trâmites burocráticos indispensáveis, como:
A emissão da declaração de vacância do cargo;
A conferência rigorosa da lista de suplência do PL fluminense;
A publicação formal da convocação no Diário Oficial.
Essa disparidade entre os dois estados ocorre porque a cadeira de Eduardo Bolsonaro já possuía um substituto atuante devido a afastamentos prévios. Já no caso de Ramagem, a interrupção foi abrupta, exigindo que o rito de convocação comece do zero.