Durante sua participação no programa "Angélica ao Vivo" da última quinta-feira (18), o ator Reynaldo Gianecchini, de 53 anos, decidiu abrir o jogo sobre uma face incômoda da fama: as exigências descabidas de alguns fãs no momento de tirar fotos.
Com um tom de desabafo, o artista revelou que, embora seja atencioso com o público, desenvolveu um verdadeiro "ranço" de certas atitudes.
Gianecchini explicou que o que mais o retira da zona de conforto não é o pedido da foto em si, mas as ordens que recebe de alguns admiradores sobre como ele deve se portar ou se vestir para o registro"Tira o boné", "tira o óculos", "sorria". Segundo o ator, essas ordens o fazem se sentir desumanizado "Eu me sinto um pouco fantoche, odeio essa sensação de ser brinquedinho na mão dos outros", disparou o ator em conversa com Angélica.
Ele admitiu que, no passado, costumava retrucar essas abordagens, mas que hoje prefere o autocontrole. "Hoje em dia só respiro fundo", confessou.
A trajetória de Reynaldo Gianecchini é marcada por uma notável evolução artística, transitando de um início sob críticas em Laços de Família (2000) para o status de um dos atores mais versáteis do Brasil. Após consolidar-se como galã em novelas como Da Cor do Pecado e mostrar veia cômica em Belíssima, ele rompeu estigmas ao interpretar vilões complexos e personagens densos no cinema e no streaming, como o sinistro Matias de Bom Dia, Verônica. Sua carreira é também um exemplo de resiliência pessoal, marcada pelo retorno triunfal aos palcos após superar um câncer em 2011, e por uma busca constante por desafios que fogem do óbvio, como sua recente e aclamada performance no musical Priscilla, a Rainha do Deserto.