O deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se pronunciou nesta sexta-feira (19) após ser alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal. O parlamentar afirmou que os cerca de R$ 430 mil apreendidos em seu quarto de hotel, em Brasília, têm origem legal e são resultado da venda de um imóvel em Minas Gerais.
De acordo com Sóstenes, o dinheiro encontrado no flat alugado por ele na área central da capital federal não tem qualquer relação com irregularidades. Em tom enfático, o deputado rebateu suspeitas e sustentou que não há motivo para preocupação.
Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer.
O parlamentar explicou que adquiriu o imóvel após as eleições de 2022 e que a venda foi realizada recentemente, com o pagamento feito em espécie. Sóstenes, no entanto, não informou quem foi o comprador nem a cidade mineira onde o imóvel está localizado. Segundo ele, o bem está devidamente declarado no Imposto de Renda.
Ainda conforme o líder do PL, o valor foi recebido há pouco tempo e, por conta da rotina intensa de trabalho, ele ainda não havia feito o depósito bancário.
Eu recebi recentemente o dinheiro, e com essa correria de trabalho e etc e tal, eu acabei não fazendo depósito, mas faria. Inclusive, parte dele, eu tenho pensado em fazer outros negócios. Acabei não fazendo depósito.
🚨URGENTE - Deputado Sóstenes Cavalcante diz que o dinheiro encontrado pela PF é fruto da venda de um imóvel e que a operação de hoje é perseguição e cortina de fumaça
— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) December 19, 2025
“Eles querem ocultar com essa operação e botar um pano de fundo para que ninguém saiba quem é o filho do cara” pic.twitter.com/3FgxQvrNqy
Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo da Operação Galho Fraco e também se pronunciou publicamente sobre a investigação. A ação da Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, e apura suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.