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Ricardo Nunes diz que São Paulo foi “refém da inércia” do governo Lula no caso Enel
Prefeito afirma que pediu à Justiça Federal a antecipação do fim da concessão e diz que, sem ação do governo federal, capital poderia conviver com a empresa por mais 30 anos
22/12/2025 11h14
Por: Natália Raquel
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo — Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou neste sábado (20) que a cidade ficou “refém da Enel e da inércia do governo federal” diante das falhas no fornecimento de energia elétrica. A declaração foi feita em meio ao processo que pode levar à caducidade do contrato da concessionária, cuja vigência termina em 2028.

Segundo Nunes, a Prefeitura acionou a Justiça Federal para antecipar o fim da concessão. O pedido, apresentado pela procuradora-geral do município, Luciana Nardi, foi aceito na sexta-feira (19). O prefeito afirmou que, sem a iniciativa judicial, o encerramento do contrato poderia ser postergado.

A crítica ocorre poucos dias após reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, das quais também participou o governador Tarcísio de Freitas. Após o encontro, o ministério pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica a análise de falhas e transgressões atribuídas à concessionária.

“Nós não vamos sossegar enquanto o governo federal não fizer o que é obrigação deles”, disse Nunes. Para o prefeito, a pressão política precisa continuar até que a Enel deixe a capital paulista.

Além do tema da energia, Nunes comentou decisão judicial relacionada à Transwolff, empresa de transporte coletivo sob intervenção do município. O prefeito afirmou que a possibilidade de a empresa reassumir o serviço é “zero” e disse que a Prefeitura vai recorrer da decisão que questionou o processo de caducidade do contrato.