Levantamentos realizados pela Polícia Federal sugerem que o primogênito do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, participou de no mínimo seis viagens junto à empreendedora Roberta Moreira Luchsinger. Ela é suspeita de atuar como lobista em uma rede de fraudes previdenciárias. Os dados foram veiculados pelo portal Poder360.
De acordo com as diligências, a dupla teria embarcado para Portugal em junho de 2024, além de terem efetuado cinco trajetos pelo Brasil entre os meses de abril e junho de 2025. Roberta, que se autodenomina “melhor amiga” de Renata (cônjuge de Fábio), ostentando inclusive uma tatuagem que simboliza esse laço, foi foco de mandados de busca na última quinta-feira (18) durante um novo desdobramento da Operação Sem Desconto. Atualmente, ela é monitorada por dispositivo eletrônico e está impedida de atravessar as fronteiras nacionais.
Embora o filho do presidente não figure como investigado oficial, sua identidade surge em diversos eixos da checagem. Os agentes federais interceptaram comunicações e fluxos monetários duvidosos, como a transferência de R$ 300 mil da firma de Antônio Carlos Camilo Antunes — o “Careca do INSS”, suposto mentor da fraude — para a conta da companhia de Roberta. Em registros de diálogos, um colaborador indaga sobre a finalidade da quantia, ao que o empresário replica: “O filho do rapaz”.
Adicionalmente, um antigo subordinado de Antunes relatou às autoridades que Fábio recebia uma “mesada” mensal no valor de R$ 300 mil custeada pelo empresário, mencionando ainda uma viagem conjunta de ambos à Lisboa em novembro de 2024.
Lado de Roberta Luchsinger: Seus representantes jurídicos alegam que a investigação se baseia em dados “descontextualizadas” e garantem que as explicações necessárias serão fornecidas futuramente.
Lado de Lulinha: O advogado Marco Aurélio de Carvalho, do coletivo Prerrogativas, descreveu as menções ao amigo como “fofocas e vilanias”. Ele enfatizou que Fábio não é alvo do inquérito e não planeja constituir defesa, ven