A Rússia reforçou seu suporte político e estratégico à administração de Nicolás Maduro diante da robusta movimentação de forças navais norte-americanas em águas caribenhas. O posicionamento foi selado durante um diálogo por telefone, ocorrido na segunda-feira (22), entre o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, e o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil.
Em nota oficial emitida por Moscou, Lavrov manifestou total apoio ao governo e à população da Venezuela. Ambos os chanceleres demonstraram inquietação com as manobras de Washington na zona, interpretando-as como um passo em direção a um conflito maior, com perigos reais para o tráfego marítimo global e desdobramentos imprevisíveis.
No decorrer da conferência, a Rússia reiterou a importância da autodeterminação dos povos e da integridade territorial. Lavrov e Gil pactuaram o fortalecimento dos laços de assistência mútua, além de prometerem uma atuação mais coesa em instâncias multilaterais, priorizando a ONU.
O suporte de Vladimir Putin tem sido constante desde que a Casa Branca, sob a gestão de Donald Trump, intensificou patrulhas no Caribe alegando o combate ao narcotráfico. No último dia 11, o próprio líder russo já havia ratificado essa parceria em contato direto com Maduro.
Recentemente, as forças de defesa dos Estados Unidos elevaram o tom das operações, realizando vistorias forçadas em cargueiros que supostamente carregavam combustíveis venezuelanos. No último domingo (21), uma terceira embarcação foi interceptada pela Guarda Costeira estadunidense nas proximidades do litoral venezuelano.
A administração norte-americana defende que tais navios utilizam registros fraudulentos e compõem uma rede clandestina criada para contornar bloqueios financeiros. Em contrapartida, Caracas denunciou as abordagens como crimes contra a soberania comercial:
“O governo venezuelano reagiu classificando a ação como um grave ato de pirataria internacional”.
Enquanto os EUA justificam as ações como fiscalização de sanções, o bloco aliado à Rússia enxerga os episódios como abusos de poder:
“Para quem não atender aos critérios do indulto total, o decreto autoriza a comutação de penas, com redução de um quinto da pena restante para não reincidentes e de um quarto para reincidentes”.