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Ministro do STF, Alexandre de Moraes nega pressão a favor do Master e relação com escritório da esposa
Magistrado nega conflito de interesses e afirma que encontros com Gabriel Galípolo trataram exclusivamente de sanções internacionais.
24/12/2025 17h00 Atualizada há 8 meses
Por: Redação
Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio através de nota enviada a imprensa para desmentir informações que sugeriam uma suposta interferência sua junto ao Banco Central (BC) em favor do Banco Master. Por meio de nota oficial, o magistrado negou qualquer pressão para facilitar a aquisição de parte do BRB (Banco de Brasília) e esclareceu que o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, não possui vínculo com a transação perante a autarquia.

A controvérsia surgiu após a divulgação de encontros entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No entanto, o ministro esclareceu que as audiências tiveram como foco exclusivo os desdobramentos da Lei Magnitsky, uma legislação dos EUA que impõe sanções financeiras internacionais. A esposa do ministro chegou a ser alvo de tais medidas posteriormente revogadas pelo governo americano o que motivou a consulta técnica ao BC sobre os impactos bancários dessas sanções no Brasil.

A Nota Oficial na Íntegra

Confira abaixo o posicionamento enviado pelo gabinete do ministro à imprensa:

"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master.

Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central."

O Banco Central também confirmou a versão apresentada pelo ministro, reiterando que os diálogos com o magistrado foram estritamente institucionais e limitados aos efeitos das punições aplicadas pelas autoridades dos Estados Unidos.