O tradicional banco de A Praça é Nossa serviu de palco para um momento histórico e emocionante na noite de Natal (25). Rompendo com a rotina, o encerramento do programa comandado por Carlos Alberto de Nóbrega apresentou uma inovação tecnológica: a ressurreição digital de seu progenitor e mentor da atração, Manoel de Nóbrega (1913–1976).
Através do uso de inteligência artificial, o fundador do humorístico foi integrado à edição festiva, permitindo que ele dialogasse com o herdeiro, revisitasse a história da atração e mantivesse vivo o espírito cômico da família.
A interação entre as versões real e virtual dos apresentadores seguiu um roteiro repleto de nostalgia e afeto. Carlos Alberto abriu o diálogo celebrando o momento:
"Neste Natal, eu ganhei um presentão: dividir o banco da Praça com o seu criador, o meu pai, Manoel de Nóbrega. É um encontro de duas gerações, né, pai?”, indagou. A projeção digital, demonstrando agilidade, corrigiu com bom humor: “Três. Tem o Marcelo e o Beto”, fazendo alusão aos netos que também integram a equipe do SBT.
A representação de Manoel aproveitou a oportunidade para validar a trajetória do filho à frente do programa ao longo das décadas. Ele destacou a postura ética e acolhedora de Carlos Alberto:
“O que me deixa muito feliz, meu filho, foi como você comandou a Praça, com gratidão e companheirismo, dando oportunidades a quem buscava uma chance, sem deixar de lado aqueles que já eram veteranos.”
Para finalizar, a dupla relembrou a gênese do projeto, que surgiu após uma observação de Manoel durante uma estadia na Argentina. O diálogo final selou a parceria de décadas com o famoso bordão que dá nome ao programa:
“Pai, quem diria que aquela viagem a Buenos Aires iria se transformar em um dos programas mais famosos e mais antigos da televisão brasileira. Formou-se a sua Praça e a minha Praça...”, refletiu Carlos Alberto.
A inteligência artificial completou o raciocínio: “Meu filho, a Praça não é minha, nem sua...”. Em uníssono, a voz do pai e a do filho proclamaram o fechamento clássico: “A Praça é Nossa.”