A oposição no Congresso Nacional se mobilizou nos últimos dias do ano para pressionar o Judiciário, após o senador Magno Malta (PL-ES) pedir nesta sexta-feira (26)a suspensão do recesso parlamentar com o objetivo de apurar denúncias envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o Banco Master.
Malta protocolou um ofício solicitando que o Congresso retome temporariamente suas atividades para analisar reportagens que levantam suspeitas sobre uma suposta atuação do magistrado em tratativas relacionadas à instituição financeira. No documento encaminhado à Presidência do Congresso, o senador defende que a excepcionalidade do caso justifica a interrupção do recesso. Segundo ele, as denúncias precisam ser esclarecidas pelo Legislativo para garantir transparência e preservar a credibilidade das instituições.
O movimento ocorre em meio a um cenário de tensão entre o Congresso e o Judiciário. Apesar da mobilização, até o momento não há decisão sobre a suspensão oficial do recesso, medida que depende do aval do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.
No dia 24 de dezembro, por meio de nota oficial, o magistrado negou qualquer pressão para facilitar a aquisição de parte do BRB (Banco de Brasília) e esclareceu que o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, não possui vínculo com a transação perante a autarquia. "O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master." finalizou a nota