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Moraes nega visita de sogro de Bolsonaro no hospital em Brasília
Relator das investigações relacionadas à tentativa de golpe, Moraes afirmou que a situação atual de Bolsonaro é diferente de uma unidade prisional e segue regras específicas do ambiente hospitalar, além das determinações médicas.
31/12/2025 12h06 Atualizada há 8 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Jair Bolsonaro - Reprodução: Instagram

O ministro Alexandre de Moraes, integrante da Suprema Corte (STF), rejeitou a solicitação dos advogados de Jair Bolsonaro que visava liberar a entrada de seu sogro, Vicente de Paulo Reinaldo — popularmente chamado de Paulo Negão —, na unidade de saúde DF Star, onde o antigo presidente se encontra sob cuidados médicos.

Responsável pelos inquéritos que apuram atos antidemocráticos, o magistrado ressaltou que o contexto de hospitalização do político difere do regime de um centro de detenção, devendo obedecer às normas da instituição hospitalar e às diretrizes clínicas. De acordo com Moraes, o período de internação demanda um monitoramento rigoroso de circulação, zelando pela ordem e pelos esquemas de proteção.

“Diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado”, declarou o ministro em seu despacho.

Bolsonaro deu entrada no hospital ainda no dia 24 de dezembro. Após realizar uma cirurgia corretiva de hérnia inguinal, ele enfrentou complicações, como crises ininterruptas de soluços, que exigiram intervenções nervosas específicas. O boletim médico também indicou oscilações na tensão arterial e o início de suporte para apneia do sono.

Embora o pai de Michelle Bolsonaro tenha tido o acesso vetado pela determinação do Judiciário, a ex-primeira-dama tem presença aguardada no hospital nesta quarta-feira (31), para acompanhar a passagem de ano. O ex-presidente permanece sob observação constante da equipe multidisciplinar em Brasília desde sua admissão na véspera natalina.