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Com dívida de R$300 bi em SP, Tarcisio adere a programa ao se unir a Lula
Governador tenta negociar dívida bilionária de São Paulo, estado que lidera ranking de devedores no país
31/12/2025 13h12
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Tarcísio de Freitas e Lula - Reprodução: Adriano Vizoni -2.fev.24/Folhapress

O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), oficializou a entrada de São Paulo no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A iniciativa, idealizada pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visa reestruturar a dívida de R$ 300 bilhões que o governo estadual mantém com o Tesouro Federal.

Embora tenha demonstrado forte oposição ao mecanismo no começo do ano e tecido críticas severas às condições impostas, Tarcísio recuou e, na última sexta-feira (26), validou a Lei nº 18.380/2025, anteriormente chancelada pela Alesp. Com o maior débito do país sob sua responsabilidade, São Paulo projeta uma economia de aproximadamente R$ 63 bilhões nos pagamentos à União. Ao aderir ao pacto, o governador alinhou-se a outros líderes da ala bolsonarista, como Romeu Zema (MG) e Cláudio Castro (RJ), que já haviam buscado o socorro federal.

A flexibilização das normas pelo Legislativo Nacional foi o fator decisivo para que governadores que antes resistiam ao projeto passassem a enxergá-lo como uma alternativa viável.

Entenda o Funcionamento do Propag

Instituído pela Lei Complementar nº 212/2025, o programa é descrito por especialistas como uma espécie de “Refis dos estados”. Sua estrutura baseia-se na reformulação da correção monetária, oferecendo taxas menores e uma dilatação nas datas de vencimento.

As contrapartidas exigidas: