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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, é preso a pedido de Alexandre de Moraes
Decisão do STF aponta descumprimento de medidas cautelares, uso indevido de redes sociais e reforça acusação de desrespeito às determinações impostas durante prisão domiciliar; entenda
02/01/2026 12h40
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Breno Esaki | Metrópoles

A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a constatação de que o ex-auxiliar teria descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça. Martins estava em prisão domiciliar desde o fim de dezembro e foi levado para o presídio de Ponta Grossa, no Paraná.

Na decisão, Moraes foi direto ao afirmar que não há dúvidas sobre a infração. Segundo o ministro, a própria defesa reconheceu a utilização de redes sociais, o que violaria de forma clara a proibição imposta. Para o magistrado, o comportamento demonstra “total desrespeito” não apenas às medidas cautelares, mas também às instituições democráticas e ao ordenamento jurídico.

O caso ganhou novo fôlego após um e-mail enviado ao gabinete de Moraes pelo coronel aviador da reserva da Aeronáutica, Ricardo Wagner Roquetti. Na mensagem, ele relatou que teve seu perfil visualizado no LinkedIn por uma conta atribuída a Filipe Martins, mesmo com a proibição expressa de acesso a qualquer rede social. A informação foi considerada suficiente para embasar a decretação da prisão preventiva.

A defesa reagiu com críticas duras à decisão. O advogado Sebastião Coelho Chiquini classificou a prisão como “perseguição política” e afirmou que a medida seria uma forma de antecipar o cumprimento da pena, apesar de ainda existirem recursos pendentes. Segundo ele, a equipe jurídica seguirá contestando a decisão e buscando a liberdade do ex-assessor.

Condenado a 21 anos de prisão no julgamento do chamado núcleo 2, Filipe Martins responde por acusações da Procuradoria-Geral da República de atuar no gerenciamento de ações de uma organização criminosa que teria como objetivo manter Bolsonaro no poder. Além da tornozeleira eletrônica, ele estava obrigado a entregar o passaporte, suspender o porte de armas, restringir visitas e se manter completamente afastado das redes sociais.