O vereador, Carlos Bolsonaro, (PL-RJ) teceu críticas em suas redes sociais, nesta sexta-feira (02), em razão da nova ordem de prisão contra Filipe Martins, antigo assessor da gestão de seu pai, Jair Bolsonaro. De acordo com a visão do vereador: “Após quase 3 anos de prisão domiciliar, mais um cidadão que não cometeu crime algum é condenado e preso de forma ilegal”.
Martins, que atuou na ala de Relações Internacionais do Palácio do Planalto, foi alvo de uma detenção preventiva executada pela Polícia Federal nas primeiras horas de hoje. A determinação partiu do ministro, Alexandre de Moraes, do STF, fundamentada no uso indevido de redes sociais pelo réu — conduta que violaria frontalmente as restrições de sua prisão domiciliar, em vigor desde o fim de dezembro. Agora, o destino do ex-assessor será uma unidade prisional em Ponta Grossa (PR).
Em sua fundamentação, Moraes classificou a interação digital de Martins como um “total desrespeito” perante os comandos do Poder Judiciário e o funcionamento das instituições republicanas.
O ex-assessor é apontado como um dos autores da chamada “minuta do golpe”, documento que pretendia subverter os resultados das eleições de 2022. Embora tenha recebido uma sentença de 21 anos de reclusão pela Primeira Turma da Suprema Corte, ele ainda possui o direito de recorrer, o que impede a execução definitiva da pena por enquanto.
Carlos Bolsonaro rebateu as acusações passadas, mencionando que a primeira detenção de Martins, em 2023, teria ocorrido por causa de uma “viagem que não fez e, se tivesse feito, não teria problema algum”.
Os representantes jurídicos de Filipe Martins refutam qualquer quebra das cautelares e sustentam a tese de que o cliente é, na verdade, um “preso político”. A equipe de advocacia declarou que se reunirá em breve para traçar as estratégias de contestação dessa nova medida restritiva.