O brasileiro iniciou 2026 com o salário mínimo reajustado e com ganho real acima da inflação. O aumento de 6,79%, oficializado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do Natal, entrou em vigor em 1º de janeiro e começará a ser pago efetivamente a partir de fevereiro.
Com o reajuste, o valor do salário mínimo passou a ser de R$ 1.621, um acréscimo de R$ 103 em relação a 2025. O valor diário corresponde a R$ 54,04, enquanto a hora trabalhada passa a valer R$ 7,37, impactando diretamente a base salarial de milhões de brasileiros.
Do total do aumento, 4,18% referem-se à reposição da inflação medida pelo INPC, enquanto 2,5% correspondem ao ganho real, limite máximo permitido pelo novo arcabouço fiscal. Pela regra em vigor até 2030, o reajuste anual do mínimo considera a inflação somada ao crescimento do PIB de dois anos anteriores, sempre respeitando esse teto.
Este é o quarto ano consecutivo de aumento real do salário mínimo, uma das promessas de campanha de Lula. Durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o valor foi reajustado apenas para recompor a inflação, sem ganhos efetivos no poder de compra.
Além dos trabalhadores da ativa, o novo mínimo afeta diretamente aposentadorias, pensões e benefícios do INSS, o abono salarial e programas assistenciais como o BPC/Loas. O reajuste também eleva a contribuição mensal do microempreendedor individual, que passa a ser de R$ 81,05, equivalente a 5% do salário mínimo, além dos tributos específicos de cada atividade.