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José de Abreu diz que vai devolver visto americano após captura de Nicolás Maduro
José de Abreu anunciou que pretende devolver o visto de entrada nos Estados Unidos em protesto contra o que classifica como imperialismo e interferência norte-americana na Venezuela. Nas redes sociais, o ator afirmou que manter o documento seria contraditório com seus princípios e voltou a criticar duramente a postura do governo dos EUA.
05/01/2026 17h56
Por: Redação
Zé de Abreu. Reprodução/Divulgação

O ator José de Abreu, conhecido por suas posições políticas à esquerda, voltou a agitar as redes sociais ao declarar que pretende devolver seu visto de entrada nos Estados Unidos. A decisão seria uma forma de protesto contra as recentes ações e sanções do governo norte-americano em relação à Venezuela.

No último domingo (4) o ator utilizou suas plataformas digitais para criticar o que chama de "imperialismo" e interferência externa na soberania venezuelana. Para Abreu, manter o visto seria contraditório com seus princípios, diante do que ele classifica como uma postura agressiva dos EUA contra o governo de Nicolás Maduro.

O passaporte pertence ao governo brasileiro. Mas o visto americano, aquilo que é colado no passaporte, pertence ao governo americano. Não posso rasgar ou queimar algo que não me pertence. Apenas se informem. Senão queimava em praça pública. Os EUA não merecem Trump. É o alçapão…

— Jose de Abreu (@zehdeabreu) January 4, 2026

"O passaporte pertence ao governo brasileiro. Mas o visto americano, aquilo que é colado no passaporte, pertence ao governo americano. Não posso rasgar ou queimar algo que não me pertence. Apenas se informem. Senão queimava em praça pública. Os EUA não merecem Trump. É o alçapão no fundo do poço. Fui dezenas de vezes a NY, algumas na Califórnia, duas na Flórida e uma em Las Vegas. Adoro NY e San Francisco. Pena" , afirmou no X (Antigo Twitter). 

Não é a primeira vez que José de Abreu utiliza gestos simbólicos para marcar posição política. O ator, que já se autodeclarou "Presidente da República do Brasil" em uma sátira ao reconhecimento de Juan Guaidó pelos EUA em 2019, reforça agora seu apoio à autodeterminação da Venezuela e seu distanciamento das políticas de Washington.