Em declarações recentes à emissora NBC News, o republicano Donald Trump esclareceu que a Casa Branca não move uma guerra contra a nação venezuelana. Segundo o presidente, a ofensiva estadunidense foca em conter o fluxo de indivíduos ligados a cartéis e infratores que estariam sendo despachados por governos estrangeiros rumo ao solo americano. Ele reiterou a preocupação com a entrada de membros de facções e usuários de entorpecentes pelas divisas do país.
Ao ser questionado sobre o cronograma para uma mudança de comando em Caracas, Trump refutou a viabilidade de uma votação em curto prazo. Na visão do presidente, o caos institucional atual impede qualquer processo eleitoral confiável no próximo mês.
“Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”
Para o líder norte-americano, a reabilitação da ordem interna é um pré-requisito indispensável antes que a população possa, enfim, exercer o voto novamente.
O governo dos EUA designou um comitê de alto escalão para monitorar a reestruturação da administração venezuelana. Este conselho de autoridades será os "olhos" de Washington durante a fase de transição. Os nomes centrais dessa operação incluem:
| Autoridade | Cargo |
| Marco Rubio | Secretário de Estado |
| Pete Hegseth | Secretário de Defesa |
| Stephen Miller | Vice-chefe de gabinete |
| JD Vance | Vice-presidente dos EUA |
Trump enfatizou que, embora o grupo possua atribuições estratégicas, o veredito definitivo sobre qualquer movimento político na região permanece sob sua exclusiva autoridade.
Um ponto que chamou a atenção foi a menção à colaboração de Delcy Rodríguez. O presidente assegurou que ela tem mantido uma postura cooperativa com os interesses americanos neste período de ajuste. Contudo, os mecanismos específicos dessa interlocução e os termos dos acordos em debate ainda são mantidos sob sigilo.