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“Não estamos em guerra”, Trump afirma que deseja 'consertar' Venezuela antes de novas eleições no país
Presidente dos EUA afirma que país não tem condições de realizar eleições e diz que norte-americanos enfrentam traficantes, não a Venezuela
06/01/2026 11h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Donald Trump - Reprodução: MOLLY RILEY/CASA BRANCA

Em declarações recentes à emissora NBC News, o republicano Donald Trump esclareceu que a Casa Branca não move uma guerra contra a nação venezuelana. Segundo o presidente, a ofensiva estadunidense foca em conter o fluxo de indivíduos ligados a cartéis e infratores que estariam sendo despachados por governos estrangeiros rumo ao solo americano. Ele reiterou a preocupação com a entrada de membros de facções e usuários de entorpecentes pelas divisas do país.

Ao ser questionado sobre o cronograma para uma mudança de comando em Caracas, Trump refutou a viabilidade de uma votação em curto prazo. Na visão do presidente, o caos institucional atual impede qualquer processo eleitoral confiável no próximo mês.

“Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”

Para o líder norte-americano, a reabilitação da ordem interna é um pré-requisito indispensável antes que a população possa, enfim, exercer o voto novamente.

O governo dos EUA designou um comitê de alto escalão para monitorar a reestruturação da administração venezuelana. Este conselho de autoridades será os "olhos" de Washington durante a fase de transição. Os nomes centrais dessa operação incluem:

Autoridade Cargo
Marco Rubio Secretário de Estado
Pete Hegseth Secretário de Defesa
Stephen Miller Vice-chefe de gabinete
JD Vance Vice-presidente dos EUA

Trump enfatizou que, embora o grupo possua atribuições estratégicas, o veredito definitivo sobre qualquer movimento político na região permanece sob sua exclusiva autoridade.

O papel de Delcy Rodríguez

Um ponto que chamou a atenção foi a menção à colaboração de Delcy Rodríguez. O presidente assegurou que ela tem mantido uma postura cooperativa com os interesses americanos neste período de ajuste. Contudo, os mecanismos específicos dessa interlocução e os termos dos acordos em debate ainda são mantidos sob sigilo.