A Polícia Federal informou, na tarde desta terça-feira (6), que não há necessidade imediata de encaminhar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Hospital DF Star, em Brasília, após ele sofrer um traumatismo cranioencefálico leve decorrente de uma queda na Superintendência da PF, onde está preso. Em nota, a corporação afirmou que o quadro não apresentou gravidade e que foi indicada apenas observação médica.
A situação ganhou repercussão após Michelle Bolsonaro usar as redes sociais para relatar que o marido seria levado ao hospital. “Estamos indo para o hospital. Meu amor passará por exames. Pedimos que orem por ele”, escreveu a ex-primeira-dama. Pouco depois, a PF esclareceu que a transferência só foi cogitada a pedido do médico particular de Bolsonaro e que qualquer deslocamento depende de autorização do Supremo Tribunal Federal.
Em atualização posterior, a Polícia Federal reforçou que “eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do STF”, apesar de o médico da própria corporação não ter identificado a necessidade de remoção. Segundo a nota oficial, Bolsonaro recebeu atendimento após relatar uma queda durante a madrugada, com ferimentos considerados leves.
O diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve foi confirmado pelo médico Cláudio Birolini, integrante da equipe que acompanha a saúde do ex-presidente. “Em vista da situação em que ele se encontra, quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco”, afirmou o profissional.
Michelle Bolsonaro relatou que o acidente ocorreu enquanto o ex-presidente dormia e bateu a cabeça em um móvel. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, declarou. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
No fim de dezembro, o ex-presidente passou por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral e realizou procedimentos adicionais para conter crises de soluço persistentes. Durante a internação, também apresentou alterações na pressão arterial e iniciou tratamento para apneia do sono, fatores que seguem sendo acompanhados pela equipe médica.