Nesta terça-feira (6), Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama, expressou descontentamento com a condução do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acerca do bem-estar físico de Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi vítima de um leve impacto na cabeça devido a um tombo ocorrido em sua custódia na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal.
A reação da esposa surgiu após o magistrado indeferir o requerimento dos advogados para uma visita hospitalar visando exames complementares. Moraes fundamentou sua negativa em um parecer da Polícia Federal, alegando a inexistência de urgência clínica que demandasse tal deslocamento.
Ao sair do complexo da PF, Michelle descreveu o cenário de incerteza em conversa com o jornal O Globo:
“Nós fizemos novamente o pedido de exames. Eu estava no hospital aguardando ele. Ficamos quase três horas no estacionamento e depois retornamos para cá, para a Polícia Federal. Em seguida, vimos que ele [Alexandre de Moraes] encaminhou essa petição para a PGR. Então, a saúde e a vida do meu marido estão nas mãos da PGR”.
Este encontro marcou o reinício das visitas presenciais de Michelle em 2026. Vale lembrar que Bolsonaro havia deixado o hospital no primeiro dia do ano, após intervenções cirúrgicas para tratar hérnias inguinais e um quadro severo de soluços crônicos que o debilitava desde o fim do ano passado.
Durante sua última estadia no hospital DF Star, os boletins médicos apontaram que o ex-presidente demonstrava desânimo e instabilidade psicológica, chegando a receber prescrição de medicamentos antidepressivos para auxiliar em sua recuperação mental e física.
Panorama Atual:
Bolsonaro foi condenado pelo STF por participação em atos contra a democracia e tentativa de ruptura constitucional.
Local de Custódia: Encarcerado em uma unidade solitária na Polícia Federal desde novembro de 2025.
Incertezas: Ainda não há um laudo público detalhando as consequências exatas da queda recente ou a necessidade de intervenções futuras.
Michelle Bolsonaro reiterou que permanecerá em vigília sobre a situação, no aguardo de novos posicionamentos por parte dos órgãos competentes.