Saude e Bem-Estar Saúde frágil
Para Michelle, Bolsonaro está no “modo sobrevivência” após traumatismo craniano
Ex-presidente realizou exames no Hospital DF Star, em Brasília, e já retornou para a cela onde está detido
08/01/2026 12h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Jair e Michelle Bolsonaro - Reprodução: Sergio Lima/AFP

Na tarde da última de quarta-feira (7), Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e liderança do PL Mulher, compareceu ao Hospital DF Star, na capital federal. Na ocasião, ela relatou que o ex-presidente Jair Bolsonaro — que passou por avaliações clínicas na unidade — encontra-se operando no ‘modo sobrevivência’.

Após os procedimentos, por volta das 16h30, o ex-mandatário retornou à custódia na Superintendência da Polícia Federal. Ele segue sob observação devido ao traumatismo craniano resultante de um tombo acidental ocorrido na madrugada de terça-feira (6).

“O Jair é uma pessoa que se acostumou a viver com dor, desde 2018. Eu vi por três vezes ele vi ele pedir no hospital para Deus levar ele porque não aguentava tanta dor, por causa do intestino. Ele já está nessa zona de sofrimento. Ele trabalha o subconsciente dele para ele poder continuar vivo, ele já ligou esse modo sobrevivência”, explicou Michelle, detalhando o estado emocional e físico do marido.

A representante do PL Mulher aproveitou o momento para reiterar a urgência de uma transição para o regime aberto, citando a fragilidade do quadro clínico de Bolsonaro. Segundo Michelle: “A gente tem esse cuidado porque ele tem 70 anos, ele já sofreu, ele já passou por nove intervenções cirúrgicas, ele tem várias comorbidades, então a gente sabe que a medicação também é uma medicação que tem fragilizado ele, ele tem essas tonturas”.

Durante a manhã, o ex-chefe de Estado foi submetido a um protocolo neurológico rigoroso. Foram realizados exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma. Esse conjunto de diagnósticos visa identificar eventuais hemorragias, danos aos tecidos nervosos ou alterações na atividade elétrica cerebral decorrentes da queda. A integração dessas técnicas permite uma visão detalhada da saúde do paciente após o impacto.