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Ex-dirigente afastada após prints contra Lula pode voltar a ocupar Diretoria
O objetivo dos conselheiros é esmiuçar os motivos que levaram à saída de Sabrina Góis da presidência e as justificativas para o novo aproveitamento no cargo de confiança
12/01/2026 11h44
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Sabrina Góis - Reprodução: Brasil Mineral

Após ser afastada do comando temporário do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), Sabrina Góis agora é o nome mais forte para retomar a Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG). Ela já acumulava essa função técnica enquanto chefiava a entidade.

A sugestão para que ela regressasse ao posto de diretora conta com o suporte do MME, mas o veredito final cabe ao Conselho de Administração da estatal. Na última sexta-feira (9), o colegiado optou por suspender a decisão após um pedido de vistas. O objetivo dos conselheiros é esmiuçar os motivos que levaram à sua saída da presidência e as justificativas para o novo aproveitamento no cargo de confiança.

A saída de Sabrina da chefia interina, ocorrida em 12 de novembro, foi precipitada pela circulação de prints de coversas pessoais. Nessas postagens, a gestora celebrava a prisão de Lula e posava em registros fotográficos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Outro ponto que ganha destaque em Brasília são suas conexões políticas: Ela é parceira de Carlos Henrique Sobral, atual secretário de Infraestrutura no Ministério do Turismo. Sobral é conhecido por sua proximidade com figuras como Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

Cenário de Crise e Gestão Atual

Questionada sobre os novos desdobramentos, Sabrina optou pelo silêncio, enviando um recado via assessores de que não se manifestaria.

No momento, o SGB está sob a tutela de Vilmar Simões. Ele é ligado a Inácio Cavalcanti Melo, ex-presidente do órgão e antigo cônjuge da senadora Eliziane Gama. Inácio deixou o cargo após virarem alvo de denúncias que apontavam o uso indevido de verbas da estatal para arcar com luxos particulares de seus dependentes, incluindo estadias em hotéis e gastos gastronômicos.