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Eduardo afirma ter 'inveja' de Maduro ao comparar condições de prisão de Bolsonaro
Em uma gravação divulgada no X, Eduardo se manifestou, de forma irônica, ter “inveja de Maduro” ao observar o espaço de circulação destinado ao político vizinho em detrimento das condições de cárcere do pai
13/01/2026 12h00
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Eduardo Bolsonaro - Reprodução: AFP

O ex-deputado, Eduardo Bolsonaro, utilizou suas redes sociais nessa segunda-feira (12) para traçar um paralelo entre a prisão de seu pai, o antigo presidente Jair Bolsonaro, e o de Nicolás Maduro, líder venezuelano destituído e detido por forças norte-americanas no começo de 2026.

Em uma gravação divulgada no X, Eduardo expressou-se em língua inglesa, manifestando, de forma irônica, ter "inveja de Maduro" ao observar o espaço de circulação destinado ao político vizinho. "Hoje, meu pai vive em um lugar que tem, não sei, cerca de 30 metros quadrados e está ouvindo o dia inteiro, todos os dias, esse barulho que vem do ar-condicionado", declarou.

Jair Bolsonaro encontra-se detido na sede da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre uma sentença de mais de 27 anos por articulação de golpe de Estado. Recentemente, seus advogados questionaram a salubridade do local, afirmando que o ambiente prejudica o descanso e a recuperação física do ex-presidente.

Em resposta enviada ao STF, a Polícia Federal explicou as limitações técnicas do edifício:

Críticas ao Atendimento de Saúde e ao Judiciário

Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos há cerca de um ano, também demonstrou indignação com o suporte médico oferecido ao pai. Ele relatou um incidente doméstico no cárcere, afirmando que "quando você pensa que algo pode acontecer com o Maduro, com certeza ele receberá a assistência médica adequada. Meu pai, durante a noite, caiu e bateu a cabeça em algum lugar, e as pessoas só souberam que algo tinha acontecido no dia seguinte".

O filho do ex-presidente direcionou suas críticas mais severas ao rito de autorização para emergências, apontando um tratamento diferenciado:

"Meu pai é o único que precisa de autorização de um ministro do STF, Alexandre de Moraes, para ir a um hospital. Qualquer outro preso no Brasil pode ir e receber atendimento de urgência a qualquer momento, em qualquer lugar", protestou.

Ao finalizar seu desabafo, Eduardo questionou o regime político brasileiro atual: "Esse é o tipo de ditadura que estamos vivendo no Brasil. Às vezes as pessoas dizem: 'Coitado do Maduro', 'soberania da Venezuela'. Vamos lá, eu estou falando do Brasil. Como você chama um sistema que faz coisas assim como estão fazendo com o meu pai? Democracia? Tem certeza? Pense duas vezes".