Nesta terça-feira (13), o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, escolheu o atual consultor jurídico da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A cadeira estava disponível desde o desligamento de Ricardo Lewandowski, ocorrido nos últimos dias.
A nomeação deve figurar no Diário Oficial da União ainda hoje, consolidando o entendimento firmado durante um encontro presencial entre o novo ministro e o presidente na sede do governo.
A confirmação de Wellington César encerra o debate sobre a possível separação da área de segurança pública em um ministério autônomo, proposta que chegou a ser discutida durante o período eleitoral. O que determinou a manutenção da estrutura atual foi a complexidade política para aprovar a PEC da Segurança Pública. A avaliação interna é de que, sem essa emenda para fortalecer a atuação federal contra o crime, a criação de uma nova pasta seria pouco resolutiva.
O currículo de Wellington César inclui uma breve experiência como ministro da Justiça na administração de Dilma Rousseff. No atual governo, ele serviu como secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência até julho de 2024, migrando posteriormente para a liderança jurídica da Petrobrás.
No cenário regional, sua carreira é marcada pela atuação como procurador-geral de Justiça na Bahia, nomeado por Jaques Wagner, onde ganhou notoriedade pelo combate enérgico às facções criminosas.
A ascensão do jurista foi impulsionada por uma forte articulação de congressistas baianos, contando com o suporte fundamental de Jaques Wagner e do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Vale recordar que Wellington César já figurou em listas de cotados para o Supremo Tribunal Federal (STF), antes de o governo optar por Jorge Messias para suceder Luís Roberto Barroso.