Informações vindas diretamente das esferas de poder em Brasília sugerem que a Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, passou a ser cogitada como uma peça estratégica para a corrida ao governo de São Paulo em 2026.
Conforme apurado pelo portal Metrópoles, uma pesquisa privada, encomendada por apoiadores da ex-parlamentar, ouviu mil cidadãos paulistas no encerramento de dezembro de 2025. O objetivo foi quantificar a força política da ministra no estado que detém o maior número de eleitores do Brasil. Os indicadores dessa consulta já são de conhecimento de figuras proeminentes da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os dados coletados não ficaram restritos à pasta de Tebet. Pelo menos quatro chefes de ministérios de alto escalão examinaram as estatísticas, entre eles Fernando Haddad (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral). Dentro desse grupo de análise, o vice-presidente Geraldo Alckmin teria demonstrado a maior empolgação com a hipótese.
Para interlocutores do governo, ter Tebet como candidata em São Paulo simplificaria a continuidade da aliança Lula-Alckmin para o pleito nacional, garantindo uma base eleitoral robusta em São Paulo.
O levantamento projetou seis contextos diferentes, com a ministra incluída em quatro. Apesar de o atual ocupante do cargo, Tarcísio de Freitas, aparecer na vanguarda com folga em todos os quadros onde é citado, a performance de Simone foi vista com otimismo. O diferencial reside na ótima receptividade dela perante as mulheres, público onde a atual administração estadual encontra maiores resistências.
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A transformação dessa possibilidade em realidade exige que Simone Tebet supere entraves práticos. O primeiro deles é a migração de seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo. Soma-se a isso a necessidade de uma nova casa partidária, já que o MDB paulista é aliado de Tarcísio de Freitas e prioriza nomes como o de Ricardo Nunes.
Nos bastidores, discute-se o ingresso da ministra no PSB ou no próprio PT. Vale ressaltar que a janela legal para alteração de partido e domicílio encerra-se em 4 de abril do ano da eleição.
Embora críticos locais a rotulem como uma “estrangeira” devido às suas raízes sul-mato-grossenses, seus defensores argumentam que a visibilidade conquistada na eleição presidencial de 2022 lhe confere total legitimidade para o pleito paulista.
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A pesquisa também simulou um cenário em que Tarcísio de Freitas não buscaria a reeleição para tentar a Presidência da República. Nesta conjuntura específica, Tebet desponta na liderança, superando figuras tradicionais da política estadual como Gilberto Kassab, Ricardo Nunes e a deputada Erika Hilton.
O estudo, conduzido com rigor metodológico para fins de estratégia interna e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possui uma variação máxima de três pontos para mais ou para menos. Os resultados sinalizam que, independentemente das críticas regionais, a ministra possui influência suficiente para moldar a sucessão em São Paulo, seja pleiteando o Palácio dos Bandeirantes ou uma cadeira no Senado.