A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (REDE), estipulou o mês de abril como limite para protocolar sua saída do governo federal. O movimento visa garantir sua elegibilidade para o pleito de 2026. Além da destituição do cargo, a política de 67 anos articula trocar de partido, uma vez que sua saída do Rede Sustentabilidade é dada como certa.
A ministra sonda agremiações do campo progressista, com conversas avançadas junto ao PT, PSB e PSOL. Diferente de pleitos anteriores, Marina não demonstra interesse em retornar à Câmara dos Deputados, focando em um projeto de maior envergadura institucional.
A estratégia mais provável envolve uma dobradinha com o Partido dos Trabalhadores para tentar uma vaga no Senado por São Paulo. Esse projeto caminha em paralelo ao de Fernando Haddad (PT), atual chefe da Fazenda, que também deve deixar a Esplanada dos Ministérios.
Embora a aliança para o Senado seja o plano A, Fernando Haddad ainda mantém no radar uma eventual candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. O que é certo é que o ministro também se afastará de suas funções no gabinete de Lula para se dedicar à campanha de reeleição do petista no encerramento do ano.
O desgaste interno na REDE: A permanência de Marina em sua atual sigla é vista como uma opção de alta complexidade. Nos últimos meses, sua influência interna minguou devido a divergências acentuadas com o comando do partido, liderado por Heloísa Helena.
Marina Silva é uma figura central na política brasileira, tendo postulado a chefia do Executivo em três ocasiões distintas:
2010 (PV): Primeira disputa presidencial, vencida por Dilma Rousseff.
2014 (PSB): Nova tentativa após a morte de Eduardo Campos, novamente derrotada por Dilma.
2018 (REDE): Terceira candidatura, no pleito vencido por Jair Bolsonaro.
Apesar das mudanças no horizonte político, a preocupação com a estabilidade institucional continua permeando o debate público, remetendo à indagação da recente pesquisa Genial/Quaest: “Depois da ação dos EUA na Venezuela, você tem medo de que possa haver algo parecido contra o Brasil em um futuro próximo?”.