Na manhã desta quinta-feira (15), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compareceu à Superintendência da Polícia Federal para um encontro com seu marido. O ex-presidente cumpre uma sentença de 27 anos e três meses de reclusão, consequência de seu envolvimento em tramas contra o Estado Democrático. A visita respeitou estritamente as normas impostas pela Suprema Corte.
Michelle acessou o complexo policial por volta das 9h45, permanecendo no interior por aproximadamente 40 minutos. Ao sair, manteve o silêncio perante os jornalistas. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, as interações presenciais com o detento são permitidas apenas às terças e quintas, limitadas a 30 minutos por pessoa.
Antes da chegada de Michelle, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também esteve no local. Em conversa com a mídia após a saída, o parlamentar compartilhou detalhes sobre o bem-estar físico do pai, mencionando que o ex-presidente tem sofrido com episódios persistentes de soluço.
O tratamento desse sintoma, contudo, enfrenta um dilema clínico: os remédios voltados à contenção das crises podem gerar instabilidade motora, elevando o perigo de quedas. Além disso, Flávio revelou que o ex-presidente tem recorrido a protetores auriculares para suportar o ruído ininterrupto vindo do ar-condicionado da cela.
A movimentação de Flávio Bolsonaro na unidade prisional coincide com um momento estratégico na política nacional. Novos dados de intenção de voto o posicionam como a figura central da oposição na disputa pelo Palácio do Planalto.
Cenário Presidencial:
Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 23%
Os números sugerem que, se o pleito fosse hoje, a decisão seria levada para uma etapa complementar de votação. A visibilidade do senador como herdeiro político de Jair ganha tração justamente enquanto o pai enfrenta o cotidiano da custódia estatal.