Nessa quinta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou pública indignação quanto ao deslocamento de seu pai, o antigo chefe de Estado Jair Bolsonaro (PL), para as dependências da unidade militar conhecida como Papudinha. Em sua conta na rede social X, o parlamentar lançou um questionamento direcionado à equidade jurídica: "Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma?".
O filho do ex-presidente relembrou um episódio de queda ocorrido durante o período de custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, vinculando o acidente ao tratamento médico de seu pai. Segundo Flávio, "os remédios que Bolsonaro toma para seu atual problema crônico de soluços têm efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência".
Ele detalhou a gravidade do ocorrido e os riscos da solidão no cárcere: "Concretamente, já teve uma queda em que bateu com a cabeça. Graças a Deus não foi nada grave, mas poderia ter sido. Poderia, sim, ter sido encontrado morto - SOZINHO - na cela da Polícia Federal".
Diante desse cenário, o senador reforçou a necessidade de que o ex-presidente aguarde o desfecho dos processos em sua residência. Ele argumentou que "espero que, em breve, a lei seja cumprida e Bolsonaro seja transferido para sua casa, o único local onde esse risco de queda pode ser amenizado - enquanto os médicos não solucionam o problema em definitivo".
A mudança de endereço prisional foi uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Embora a defesa critique a manutenção da prisão, a decisão judicial apontou melhorias significativas nas condições de permanência de Bolsonaro ao sair da PF para o 19º Batalhão da PM:
| Característica | Custódia na Polícia Federal | Custódia na Papudinha (PMDF) |
| Espaço Total | 12 m² | 64,8 m² |
| Refeições | 3 por dia | 5 por dia |
| Tempo de Visita | 2 horas | 6 horas |
| Estrutura | Quarto e banheiro | Quarto, sala, cozinha, lavanderia e área externa |
A nova cela, situada no Complexo da Papuda, oferece uma estrutura mais ampla e benefícios logísticos que, na visão do Supremo, garantem melhor assistência ao detento.