Depois de um período marcado por rumores acerca de seus próximos passos, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva (Rede), elucidou nessa última segunda-feira (19) que está fora da corrida pelo Palácio do Planalto em 2026. O pronunciamento põe fim aos boatos que ganhavam força nos corredores do poder em Brasília sobre uma nova investida da líder ambientalista ao cargo máximo do Executivo.
Além de rechaçar o projeto presidencial, Marina também colocou de lado a hipótese de lutar por uma cadeira na Câmara Federal. Conforme interlocutores próximos, a ministra compreende que seu histórico público e bagagem institucional demandam um novo nível de intervenção legislativa.
A meta agora é pavimentar o caminho para uma candidatura ao Senado Federal representando o eleitorado paulista. Essa movimentação estratégica visa consolidar a influência da Rede Sustentabilidade na principal base eleitoral da nação, focando em pilares como: preservação dos ecossistemas, economia verde e sustentabilidade e enfrentamento à crise climática global.
Marina, que já figurou como protagonista em pleitos presidenciais passados, permanece como a voz mais expressiva da pauta ecológica no Brasil. Para seus conselheiros, migrar para a disputa senatorial é uma maneira de preservar sua relevância nas grandes discussões do país sem o desgaste de um novo embate direto pela Presidência.
Com esse horizonte definido, a ministra indica que permanecerá à frente de suas funções governamentais até o prazo legal para destituição, conforme o cronograma da Justiça Eleitoral, enquanto articula seus alicerces políticos em solo paulista.