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Ricardo Nunes comenta prisão da irmã e defende Smart Sampa: “A lei vale para todos”
Prefeito afirma que não mantém contato com a parente há mais de 15 anos, cita alcoolismo e sustenta uso do Smart Sampa em unidades de saúde
21/01/2026 11h04
Por: Natália Raquel
Foto: Leon Rodrigues/SECOM

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (20) que a prisão da irmã, Janaína Reis Miron, seguiu o rigor da lei e não teve qualquer interferência política. Segundo ele, não há espaço para tratamento diferenciado, mesmo quando se trata de familiar.

“Já tem mais de 15 anos que não converso com ela. Nossa família fez de tudo para tirá-la do vício, infelizmente não conseguimos. A lei é para todos. Não é porque é conhecido ou parente que vai ter privilégio”, disse o prefeito, durante entrevista coletiva.

A irmã de Nunes foi presa na última quinta-feira (15), após ser identificada por câmeras do Smart Sampa, sistema de monitoramento com reconhecimento facial adotado pela Prefeitura. Ela estava foragida da Justiça por condenações de embriaguez ao volante e desacato.

Janaína foi detida em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), na zona sul da capital, onde buscava medicamentos para tratar cirrose. O episódio ocorreu um dia depois de a gestão municipal defender a instalação de câmeras do Smart Sampa em unidades de saúde, medida criticada por conselhos ligados à área de políticas sobre drogas.

Questionado sobre o tema, Nunes reafirmou a defesa do programa. Disse que o sistema cumpre papel duplo, tanto na segurança quanto na gestão das unidades. “É um trabalho da área de segurança e também de gestão. Serve para identificar criminosos e foragidos e para avaliar o atendimento, filas e intercorrências. É o Smart Sampa voltado para a qualidade do serviço às pessoas”, afirmou.

A prisão da irmã ocorreu em cumprimento a mandados expedidos em 2024 e em outubro de 2025. Ela foi condenada a 15 meses de detenção, em regime aberto, além do pagamento de multa, mas não havia iniciado o cumprimento da pena.

O prefeito evitou comentar detalhes do processo judicial, mas voltou a destacar o caráter pessoal do caso. Disse que a família tentou ajudá-la ao longo dos anos e que o problema de dependência química é conhecido. “Infelizmente, não conseguimos”, repetiu.

Após a prisão, a Prefeitura de São Paulo informou que a ação foi amparada por mandados judiciais e ocorreu dentro dos procedimentos legais.