Os dados mais recentes da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, publicados nesta quarta-feira (21), revelam que o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mantém o favoritismo para o pleito de 2026. Segundo o estudo, o petista sairia vitorioso em todos os embates diretos contra os principais nomes do campo conservador em uma etapa decisiva de votação.
Embora ocupe o topo da lista, o levantamento observa uma aproximação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No confronto direto, Lula soma 49,2% das preferências, enquanto o parlamentar atinge 44,9%. A distância entre ambos encurtou para 4,3 pontos — um empate técnico no limite da margem de erro, que é de um ponto percentual. No mês anterior, o cenário era mais confortável para o governo, com 53% contra 41%.
O levantamento também testou a força de Lula contra outras figuras ligadas ao ex-presidente, que cumpre pena por envolvimento em atos contra a democracia.
Tarcísio de Freitas (Republicanos): O governador paulista aparece com 45% contra 49,1% do presidente.
Michelle Bolsonaro (PL): A ex-primeira-dama pontua 45%, enquanto Lula detém 49%.
Nota-se uma estabilidade nos números: em relação à medição anterior, Tarcísio oscilou positivamente 0,4 ponto, ao passo que o atual mandatário variou 0,1 ponto para cima.
No primeiro turno, a hegemonia de Lula é ainda mais evidente, liderando de forma isolada em todas as configurações:
Lula vs. Flávio: 49% a 35%.
Lula vs. Michelle: 48% a 31%.
Cenário fragmentado: Com Flávio (28%) e Tarcísio (11%) na mesma cédula, o petista preserva 48% das intenções.
Caso a direita não conte com os herdeiros diretos de Bolsonaro ou o governador de São Paulo, o vácuo é preenchido por Ronaldo Caiado (15%), Romeu Zema (11%) e Ratinho Junior (9%), todos distantes dos 49% atribuídos ao presidente.
A pesquisa também quantificou o desgaste das figuras públicas. O ex-presidente Jair Bolsonaro encabeça o índice de desaprovação com 50%. Ele é seguido de perto por Lula, com 49,7%, e por Flávio Bolsonaro, com 47,4%. Renan Santos, do MBL, e Michelle Bolsonaro completam o grupo com 45,6% e 44,9% de rejeição, respectivamente.
Ao ser questionado sobre a formação de alianças para o próximo ciclo, Flávio Bolsonaro destacou que o planejamento depende da movimentação de cargos em abril:
"Depois da data de desincompatibilização, em 4 de abril, é que a gente vai ter um cenário real de quem vai ficar no governo e de quem vai sair do mandato para se candidatar a alguma outra coisa, (depois disso) é que a gente pode começar a trabalhar com nomes", disse em entrevista ao canal do YouTube Paulo Figueiredo Show.