O presidente norte-americano, Donald Trump, retomou as discussões sobre a guerra na Ucrânia nesta quarta-feira (21). O líder do Partido Republicano enfatizou a urgência de estancar o que chamou de “banho de sangue”, assegurando que Washington empenha esforços para mediar o encerramento das hostilidades entre russos e ucranianos.
Durante sua aguardada locução no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça — ocorrida em um momento de atrito diplomático com o bloco europeu —, Trump apresentou estatísticas alarmantes sobre as baixas militares para justificar sua intervenção:
“Querem que a gente ajude a Ucrânia e nós estamos ajudando. Na semana passada, morreram 10 mil soldados. Agora, 31 mil soldados morrem em um mesmo mês. No mês passado, foram 27 mil, 28 mil. É um banho de sangue e é isso que eu quero parar. Eu quero parar com isso, com essa guerra horrorosa, a pior desde a Segunda Guerra Mundial”, disse.
O presidente também revelou que possui uma agenda bilateral com Volodymyr Zelensky ainda hoje para tratar do armistício, demonstrando otimismo quanto à disposição dos envolvidos:
“Eu estou lidando com o presidente [da Rússia, Vladimir] Putin, e eu acho que ele quer fazer um acordo. Eu estou lidando com o presidente Zelensky e acho que ele quer fazer um acordo. Devo encontrá-lo hoje. Mas essa guerra precisa parar. Muitas pessoas estão morrendo de forma desnecessária, muitas almas estão sendo perdidas.”
Desde que reassumiu a Casa Branca em 2025, o republicano tem buscado concretizar suas promessas de campanha de 2024, posicionando-se como um pacificador global. Ele utilizou o palanque suíço para:
Exaltar resultados: Citou o encerramento do conflito em território israelense como prova de sua eficiência diplomática.
Propor novas estruturas: Além de suas controversas intenções sobre a Groenlândia, Trump defendeu a criação de um "Conselho de Paz".
A presença do estadunidense em Davos atraiu os holofotes, especialmente pela expectativa de como suas propostas de acordos diretos impactarão a soberania das nações envolvidas e a estabilidade da OTAN.