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Trump lança 'Conselho da Paz' e se compromete a trabalhar com a ONU
Órgão criado pelo presidente dos Estados Unidos para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza é apresentado no Fórum Econômico Mundial e gera preocupação na comunidade internacional
22/01/2026 11h57
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Donald Trump - Reprodução: Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, inaugura formalmente nesta quinta-feira (22) a iniciativa denominada “Conselho da Paz”. O evento de lançamento ocorre em meio às atividades do Fórum Econômico Mundial, sediado em Davos, na Suíça.

De acordo com reportagens de veículos globais, 35 nações já confirmaram sua entrada na nova entidade, selecionadas a partir de um grupo de mais de 50 convites expedidos pelo governo norte-americano.

Apesar da adesão expressiva, figuras cruciais para a geopolítica, como os governantes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, ainda não deram resposta positiva aos planos da Casa Branca.

Ao proclamar a criação do órgão, Trump ressaltou que a estruturação do plano demandou meses de preparação.

“Este é um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado. Muitos países acabaram de receber o aviso e todos querem participar. Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas”, declarou o presidente.

Aproximadamente 60 chefes de Estado foram convidados a compor o colegiado, que nasce com a missão específica de monitorar a passagem de comando na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, figura entre os convidados, mas ainda mantém silêncio institucional sobre sua participação.

Embora o rol completo de integrantes não tenha sido exposto, sabe-se que a lista contempla parceiros tradicionais em solo árabe, como:

Governança e Custos de Ingresso

Conforme as diretrizes estatutárias do grupo, reveladas pela agência Reuters, Donald Trump ocupará a presidência de forma vitalícia, detendo prerrogativas administrativas extensas.

Um ponto polêmico do regulamento estabelece que nações que almejam uma cadeira fixa no conselho deverão desembolsar a quantia de US$ 1 bilhão. Esta verba será gerida sem intermediários pelo líder americano.

Natureza e Críticas ao Projeto

Embora idealizado para auxiliar na pacificação de Gaza, o conselho terá atuação apenas consultiva, servindo de suporte ao comitê de gestão transitória que já opera no Cairo, sob a tutela do ex-autoridade palestina, Ali Shaath.

Entretanto, o surgimento dessa estrutura gera apreensão em diversas capitais mundiais. Existe o receio de que a organização funcione como uma “ONU paralela”, minando a influência e a capacidade mediadora das Nações Unidas em crises de escala planetária.