O Itamaraty adota uma postura de prudência, indicando que investigações detalhadas e diagnósticos são cruciais antes que o país emita uma nota definitiva sobre a proposta de Donald Trump. O líder norte-americano convidou o presidente Lula para integrar o “Conselho da Paz de Gaza”, mas o governo brasileiro prefere não se precipitar.
Na visão dos diplomatas do Itamaraty, a questão permanece em estágio inicial, demandando uma triagem técnica e política rigorosa antes que qualquer compromisso seja firmado.
Um representante da pasta informou à reportagem que especulações sobre a aceitação ou recusa do Brasil são prematuras.
“Não está na hora ainda. As conversas e a avaliação estão em andamento”, disse.
A mesma fonte ressaltou que poucas potências globais de relevância internacional já se posicionaram de forma clara, seja para apoiar ou rejeitar o plano. O consenso no Itamaraty é de que há um rigoroso exame a ser feito pelos Estados convocados. O Brasil, especificamente, está debruçado sobre o levantamento dos reflexos políticos e das responsabilidades econômicas que a adesão ao grupo poderia acarretar.