O líder norte-americano, Donald Trump, estaria orquestrando uma manobra diplomática e econômica com o objetivo de instaurar um novo sistema de governo em Cuba antes do fim deste ano. As revelações foram trazidas pelo Wall Street Journal, amparadas em relatos de indivíduos que acompanham de perto os debates nos bastidores de Washington.
A lógica prevalecente no gabinete presidencial é de que a ilha caribenha enfrenta um colapso financeiro sem precedentes. Tal vulnerabilidade seria o gatilho necessário para fomentar tratativas internas que pudessem abreviar a mudança de comando. Para isso, emissários dos EUA estariam mapeando figuras de relevo na capital cubana que estivessem inclinadas a debater o encerramento da atual estrutura política.
A reportagem sugere que a queda de Nicolás Maduro, na Venezuela, funcionou como um catalisador e um presságio para Cuba. Na visão de Washington, o fim do suporte chavista desestabilizou profundamente a economia de Havana, especialmente pela interrupção do fluxo de combustível e de subsídios financeiros vitais.
Embora as engrenagens estejam em movimento, os informantes ressaltam que não existe um plano formal ou público para derrubar o governo cubano. O foco da Casa Branca reside em um cerco que mescla isolamento diplomático e restrições comerciais severas, somados a diálogos confidenciais com membros da própria elite governativa local.
Até o momento, a gestão de Miguel Díaz-Canel optou pelo silêncio oficial acerca dessas informações. Tradicionalmente, o comando da ilha reforça sua narrativa de resiliência contra as medidas coercitivas da potência vizinha, buscando sustentação em parcerias estratégicas com o Kremlin e Pequim para mitigar o impacto das sanções.