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Polícia Militar alega que Magno Malta tentou visitar Bolsonaro sem autorização judicial
Senador foi impedido de entrar no presídio dois dias após a transferência do ex-presidente e deixou o local após cerca de 30 minutos de impasse
23/01/2026 11h23
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Magno Malta e Jair Bolsonaro - Reprodução: Mateus Bonomi/AGIF/FolhaPress

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)enviou um relatório ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), detalhando a tentativa do senador Magno Malta de entrar no Complexo Penitenciário da Papuda, popularmente apelidado de "Papudinha". O parlamentar buscava um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro sem possuir o aval jurídico necessário.

O incidente, conforme os registros da corporação, aconteceu em 17 de janeiro — apenas 48 horas após Bolsonaro ser realocado na referida unidade prisional por ordem da Suprema Corte. Ao chegar ao local, Malta foi prontamente notificado de que seu nome não figurava na "lista de visitantes autorizados judicialmente", o que impossibilitava sua entrada.

Os oficiais da PMDF esclareceram ao senador que o privilégio de visitas frequentes é restrito a "familiares previamente cadastrados e autorizados pelo Supremo". Para qualquer outra figura pública ou autoridade, a entrada está condicionada a uma permissão formal e específica da Corte. Mesmo diante da negativa técnica, o parlamentar capixaba contestou as limitações impostas.

Conforme o relato oficial, após o veto ao encontro, Malta tentou uma alternativa: solicitou autorização para proferir uma "oração nas dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM)", setor que compõe o cinturão de segurança da área. O pleito também foi indeferido pelos plantonistas.

O impasse se estendeu por meia hora até que, reiterado sobre as "medidas cautelares impostas pelo STF", o senador aceitou as restrições e se retirou do perímetro sem novos atritos.

Jair Bolsonaro permanece custodiado na "Papudinha" desde 15 de janeiro de 2026, transferido da sede da Polícia Federal por ordem expressa de Moraes. A determinação judicial não foca apenas na contenção, mas também na manutenção da saúde do ex-mandatário.

Por exigência do STF, o suporte médico é ininterrupto: