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Prefeitura de São Paulo recupera área degradada e inaugura parque em Sapopemba
Parque Fazenda da Juta é o 121º da capital e adota soluções para conter enchentes, preservar nascentes e ampliar áreas de lazer na Zona Leste
23/01/2026 12h16
Por: Natália Raquel
Inauguração do Parque Municipal Fazenda da Juta Fotos de: Sergio Barzaghi/SECOM

A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (22) o Parque Fazenda da Juta, em Sapopemba, na Zona Leste. O espaço é o 121º parque da cidade e ocupa uma área antes degradada, com nascentes, córregos e vegetação nativa. O investimento supera R$ 13 milhões.

O projeto foi concebido com o conceito de “parque esponja”, que prioriza a absorção e a infiltração da água da chuva para reduzir alagamentos e proteger os recursos hídricos. Passarelas suspensas mantêm a permeabilidade do solo e preservam trechos de mata ombrófila densa, típica de áreas úmidas.

Durante a inauguração, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que a área abrigava ocupações irregulares e sofria com a falta de cuidados. Segundo ele, a recuperação ambiental transforma o local em patrimônio público e amplia a rede de áreas verdes da cidade.

As edificações do parque seguem critérios sustentáveis, com tetos verdes e uso de blocos cerâmicos para melhorar o conforto térmico. O projeto atende ao Código Florestal Federal e preserva os elementos naturais já existentes, como nascentes e cursos d’água.

Nesta primeira etapa, foram entregues 66 mil metros quadrados, com parquinhos, passarelas, academia ao ar livre, sanitários, fraldários, arquibancada e mirantes acessíveis. A segunda fase prevê a ampliação de mais 56 mil metros quadrados, totalizando 122 mil metros quadrados.

Levantamentos ambientais registraram 25 espécies de aves e 93 espécies de plantas, das quais 70 são nativas do município. Entre elas estão a mirindiba-rosa e o pau-formiga, típicas da Mata Atlântica.

A comunidade participou do projeto desde a fase inicial, no modelo de “canteiro aberto”. Para o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, a escuta dos moradores ajudou a definir usos e acessos. Ele destacou ainda a função do parque na drenagem e na conexão entre bairros da região.