O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação do ex-BBB e arquiteto Felipe Prior pelo crime de estupro cometido em 2014, na cidade de São Paulo. A decisão, proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca no dia 19 de dezembro, ratifica a sentença anterior, mas ainda permite que a defesa apresente novos recursos, não houve determinação para a prisão imediata do réu, o que possibilita que Prior aguarde o desfecho final do processo em liberdade.
A condenação refere-se a um episódio ocorrido após uma festa universitária da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde Prior e a vítima estudavam. Segundo os autos do processo, o arquiteto teria oferecido carona à vítima e a uma amiga em comum. Após deixar a colega em sua residência, Prior teria seguido com a vítima e estacionado em uma rua próxima à casa dela. A decisão de primeira instância aponta que o crime ocorreu no banco traseiro do veículo, enquanto a vítima estava em estado de embriaguez.
Em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) já havia ampliado a pena de Prior de seis para oito anos de reclusão em regime semiaberto. O colegiado entendeu que o aumento era justificado pela gravidade dos danos causados à vítima, que desenvolveu quadros severos de depressão e estresse pós-traumático, além de sofrer lesões físicas. A defesa do ex-BBB tentou reduzir a punição, mas o pedido foi negado pela justiça paulista e, agora, mantido pela instância superior em Brasília.
Felipe Prior ganhou notoriedade como um dos participantes mais polêmicos do Big Brother Brasil 20. Arquiteto de formação e empresário, ele viu sua vida pessoal ser devassada por denúncias de crimes sexuais logo após sua saída do reality show. Mesmo diante das graves acusações e da condenação atual, Prior mantém uma presença ativa nas redes sociais, onde foca em sua carreira na arquitetura e em projetos de empreendedorismo, enquanto sua defesa tenta reverter as decisões nos tribunais superiores.