O artista paraibano, João Lima, teve sua prisão preventiva estabelecida no último domingo (25), depois que gravações expondo atos violentos contra sua cônjuge, a médica e criadora de conteúdo, Raphaella Brilhante, chocaram as redes sociais. A repercussão do vídeo impulsionou a vítima a formalizar a denúncia perante a Polícia Civil da Paraíba, que prontamente instituiu medidas de proteção. O matrimônio da dupla havia sido celebrado há apenas dois meses.
A ordem de prisão foi proferida pelo juiz, Bruno César Azevedo Isidro, durante o plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). As autoridades policiais mantêm o sigilo sobre os detalhes do inquérito para não comprometer o avanço das apurações.
Natural de João Pessoa, João consolidou-se no mercado musical como intérprete e empresário do segmento sertanejo e forrozeiro. Com início precoce na música, sua trajetória ganhou fôlego em 2016, alçando-o ao posto de revelação regional.
Ele carrega um sobrenome de peso no cenário artístico: é neto do lendário Pinto do Acordeon — ícone do forró falecido em 2020. Seu progenitor, Cicinho Lima, atua na vida pública como secretário executivo de Cultura do estado e suplente de legislador pelo PL, cargo que ocupa sob o olhar crítico de setores culturais locais. Cicinho também é notório por seu alinhamento ideológico com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A linhagem musical se estende ainda ao seu tio, o sanfoneiro Mô Lima.
Operando de maneira autônoma, o músico acumula uma base de mais de 70 mil fãs na web. Em 2024, ele promoveu o disco Prazer, João Lima nas bibliotecas musicais. Em seu portfólio de composições, o paraibano alega fornecer letras para grandes estrelas, incluindo Wesley Safadão, Xand Avião e a dupla César Menotti & Fabiano. Sucessos como Perigosa, Monotonia e Ela Disse que Gosta são creditados a ele.
Devido ao escândalo de agressão, diversos contratantes já iniciaram o cancelamento de shows em festivais e vaquejadas que contavam com sua participação.
De acordo com os representantes legais de Raphaella, o ciclo de violência teria se iniciado logo após as núpcias, ainda no período de lua de mel. Dispositivos de monitoramento interno do imóvel teriam captado parte das investidas físicas. João Lima agora responde por crimes enquadrados na Lei Maria Penha, sob custódia do sistema carcerário paraibano.