A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, utilizou suas redes sociais neste domingo (25/1) para se posicionar sobre as recentes polêmicas envolvendo racismo e comportamento discriminatório no Big Brother Brasil 26. Em sua conta no X (antigo Twitter), a ministra classificou como "vexatórias" as declarações do participante Matheus Moreira direcionadas a Milena. O brother sugeriu que a relação entre a sister e Ana Paula Renault seria de "subserviência", chegando a rotular Ana Paula como "patroa" de Milena, o que gerou forte indignação dentro e fora da casa.
Na contramão das críticas a Matheus, Anielle fez questão de enaltecer a conduta de Ana Paula Renault. Para a ministra, a jornalista agiu como uma verdadeira aliada ao não se omitir diante das falas preconceituosas, cobrando posicionamento dos demais confinados. “Diante da situação vexatória vivida por Milena no BBB, Ana Paula teve a postura que esperamos de toda pessoa aliada na luta antirracista: não se calou e ainda cobrou dos colegas que não sejam omissos. O combate ao racismo é um papel de todos, e nossa luta ultrapassa os limites das institucionalidades, é um dever público e coletivo", destacou Franco,
Diante da situação vexatória vivida por Milena no BBB, Ana Paula teve a postura que esperamos de toda pessoa aliada na luta antirracista: não se calou e ainda cobrou dos colegas que não sejam omissos. O combate ao racismo é um papel de todos, e nossa luta ultrapassa os limites… pic.twitter.com/F3O4TaQYfG
— Anielle Franco (@aniellefranco) January 25, 2026
Além das acusações de racismo, a situação jurídica de Matheus Moreira se agravou fora do reality. O participante passará a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo por homofobia, após ter ridicularizado trejeitos associados a homens gays durante uma festa na última semana. O episódio afetou profundamente o participante Marcelo Alves, que chegou a chorar após as imitações.
Com o acúmulo de episódios polêmicos, o comportamento de Matheus tem mobilizado não apenas a audiência, mas também autoridades e órgãos de defesa dos direitos humanos.