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Após visitas de bispo e pastor, defesa pede permissão para Bolsonaro receber padre na Papudinha
Ex-presidente já recebe apoio religioso do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni
27/01/2026 11h32
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Jair Bolsonaro - Reprodução: Miguel Schincariol/AFP

Os representantes jurídicos de Jair Bolsonaro (PL) protocolaram junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um requerimento para que o padre Paulo M. Silva receba permissão para prestar suporte espiritual no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A unidade, apelidada de ‘Papudinha’, é o local onde o antigo presidente se encontra encarcerado.

No documento enviado à Suprema Corte, os defensores pleiteiam que o sacerdote seja integrado ao grupo de líderes religiosos já habilitados para visitas, respeitando o cronograma e as diretrizes fixadas anteriormente pelo tribunal. Tal movimento jurídico ocorre em sequência à resolução divulgada no dia 15 de janeiro.

Anteriormente, ao ordenar que Bolsonaro deixasse a Superintendência da Polícia Federal (PF) rumo ao presídio militar, Moraes já havia concedido o aval para que o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni oferecessem aconselhamento cristão ao detento.

A defesa argumenta que a entrada do padre católico visa assegurar o direito fundamental de crença, diversificando o amparo metafísico já permitido nos autos. A solicitação agora está sob a mesa do ministro para deliberação.

Mudança de custódia e prerrogativas

A movimentação de Jair Bolsonaro para a ‘Papudinha‘, situada no Distrito Federal, foi estabelecida por Alexandre de Moraes em meados de janeiro.

Com a migração de sistema prisional, o ex-chefe de Estado passou a usufruir de condições diferenciadas. Por ordem judicial, ele conta com: