Notícias “Psicopatas mirins”
Kim Kataguri, Erika Hilton e outros parlamentares se manifestam sobre assassinato de cão Orelha
Violência contra cachorro em Santa Catarina mobiliza parlamentares e gera cobrança por punição aos envolvidos; veja
27/01/2026 15h09 Atualizada há 7 meses
Por: Mateus Pereira
Fotos: Reprodução

A morte do cachorro comunitário Orelha, em Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC), chegou ao Congresso Nacional e passou a ser alvo de manifestações de parlamentares nas redes sociais. O animal foi agredido por um grupo de adolescentes e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia, o que provocou revolta e pedidos públicos por justiça.

Na segunda-feira (26), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) classificou o episódio como inaceitável e afirmou que seu mandato acompanha de perto as investigações. Ela destacou que, além dos adolescentes, a Polícia Civil de Santa Catarina apura o envolvimento de três adultos suspeitos do crime de coação. “O maltrato contra animais é inaceitável, e mais inaceitável ainda é a possibilidade de que os responsáveis por algo tão bárbaro sejam protegidos em razão do saldo bancário de seus pais”, escreveu.

💔 JUSTIÇA POR ORELHA

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, nesta manhã, mandados de busca e apreensão nos endereços dos adolescentes investigados por maltratarem o cão comunitário Orelha e causarem o seu falecimento.

E, além dos adolescentes investigados por maus-tratos,…

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 26, 2026

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) também se manifestou e pediu que seus seguidores ajudassem a divulgar informações que levassem a testemunhas do crime. Ele chamou os adolescentes suspeitos de “psicopatas mirins” e questionou a criação recebida por eles.

CASO ORELHA!

Me ajude a chegar nas testemunhas! pic.twitter.com/F84PNMP7hi

— Kim Kataguiri (@KimKataguiri) January 26, 2026

Já o deputado Delegado Bruno Lima (PP-SP), conhecido pela atuação na causa animal, incentivou a mobilização com a hashtag #JustiçaPorOrelha e demonstrou apoio ao protesto realizado por moradores da região. “O protesto na Praia Brava é o grito de um povo que não aguenta mais tanta violência”, afirmou.

Orelha era da comunidade, era de todos. E foi tirado de nós da forma mais vil possível.

O protesto na Praia Brava é o grito de um povo que não aguenta mais tanta violência.

Conte com meu apoio total. Justiça pelo Orelha e punição aos agressores! ✊💔 #florianopolispic.twitter.com/NgiZ3zzNgo

— Delegado Bruno Lima (@del_brunolima) January 24, 2026

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) definiu o caso como “totalmente revoltante” e defendeu que os envolvidos aprendam que atos têm consequências. “Amado por toda a comunidade, ele teve a vida tirada de forma brutal pelas mãos de ao menos quatro adolescentes”, escreveu, ao relembrar projetos ligados ao endurecimento de penas para maus-tratos a animais e ao aumento do tempo de internação para menores infratores.

Totalmente revoltante a morte do cão Orelha, em Florianópolis. Amado por toda a comunidade, ele teve a vida tirada de forma brutal pelas mãos de ao menos quatro adolescentes – que, além de civilidade, também precisam aprender que todo ato tem consequências.

Como relator, lutei… pic.twitter.com/cX2MgNwgMt

— Fabiano Contarato (@ContaratoSenado) January 26, 2026

Crueldade em SC

Orelha, também conhecido como Preto, era cuidado por moradores da Praia Brava há quase dez anos. Ele foi encontrado gravemente ferido no dia 15 de janeiro, após dias desaparecido. A suspeita é de que tenha sido agredido com pedaços de madeira. A Polícia Civil abriu inquérito na Delegacia de Proteção Animal e apura ainda a tentativa do mesmo grupo de afogar outro cachorro comunitário, que sobreviveu. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na segunda-feira (26), e as investigações seguem em andamento.

Cão Orelha foi brutalmente assassinado por grupo de quatro adolescentes (foto: Reprodução | Internet)