A morte do cachorro comunitário Orelha, em Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC), chegou ao Congresso Nacional e passou a ser alvo de manifestações de parlamentares nas redes sociais. O animal foi agredido por um grupo de adolescentes e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia, o que provocou revolta e pedidos públicos por justiça.
Na segunda-feira (26), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) classificou o episódio como inaceitável e afirmou que seu mandato acompanha de perto as investigações. Ela destacou que, além dos adolescentes, a Polícia Civil de Santa Catarina apura o envolvimento de três adultos suspeitos do crime de coação. “O maltrato contra animais é inaceitável, e mais inaceitável ainda é a possibilidade de que os responsáveis por algo tão bárbaro sejam protegidos em razão do saldo bancário de seus pais”, escreveu.
💔 JUSTIÇA POR ORELHA
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 26, 2026
A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, nesta manhã, mandados de busca e apreensão nos endereços dos adolescentes investigados por maltratarem o cão comunitário Orelha e causarem o seu falecimento.
E, além dos adolescentes investigados por maus-tratos,…
O deputado Kim Kataguiri (União-SP) também se manifestou e pediu que seus seguidores ajudassem a divulgar informações que levassem a testemunhas do crime. Ele chamou os adolescentes suspeitos de “psicopatas mirins” e questionou a criação recebida por eles.
CASO ORELHA!
— Kim Kataguiri (@KimKataguiri) January 26, 2026
Me ajude a chegar nas testemunhas! pic.twitter.com/F84PNMP7hi
Já o deputado Delegado Bruno Lima (PP-SP), conhecido pela atuação na causa animal, incentivou a mobilização com a hashtag #JustiçaPorOrelha e demonstrou apoio ao protesto realizado por moradores da região. “O protesto na Praia Brava é o grito de um povo que não aguenta mais tanta violência”, afirmou.
Orelha era da comunidade, era de todos. E foi tirado de nós da forma mais vil possível.
— Delegado Bruno Lima (@del_brunolima) January 24, 2026
O protesto na Praia Brava é o grito de um povo que não aguenta mais tanta violência.
Conte com meu apoio total. Justiça pelo Orelha e punição aos agressores! ✊💔 #florianopolis… pic.twitter.com/NgiZ3zzNgo
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) definiu o caso como “totalmente revoltante” e defendeu que os envolvidos aprendam que atos têm consequências. “Amado por toda a comunidade, ele teve a vida tirada de forma brutal pelas mãos de ao menos quatro adolescentes”, escreveu, ao relembrar projetos ligados ao endurecimento de penas para maus-tratos a animais e ao aumento do tempo de internação para menores infratores.
Totalmente revoltante a morte do cão Orelha, em Florianópolis. Amado por toda a comunidade, ele teve a vida tirada de forma brutal pelas mãos de ao menos quatro adolescentes – que, além de civilidade, também precisam aprender que todo ato tem consequências.
— Fabiano Contarato (@ContaratoSenado) January 26, 2026
Como relator, lutei… pic.twitter.com/cX2MgNwgMt
Orelha, também conhecido como Preto, era cuidado por moradores da Praia Brava há quase dez anos. Ele foi encontrado gravemente ferido no dia 15 de janeiro, após dias desaparecido. A suspeita é de que tenha sido agredido com pedaços de madeira. A Polícia Civil abriu inquérito na Delegacia de Proteção Animal e apura ainda a tentativa do mesmo grupo de afogar outro cachorro comunitário, que sobreviveu. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na segunda-feira (26), e as investigações seguem em andamento.