O governo norte-americano oficializou, nessa terça-feira (27), sua saída do pacto global dedicado ao combate à crise climática. Através de um decreto presidencial, Donald Trump formalizou a retirada dos Estados Unidos, marcando a segunda ocasião em que a potência vira as costas aos compromissos ambientais estabelecidos pela ONU.
Com essa decisão, a nação agora se alinha a um seleto grupo de países que permanecem à margem do tratado, como Iêmen, Irã e Líbia. A desvinculação começou a ser desenhada logo no início da nova gestão de Trump, mediante o envio de um comunicado oficial às Nações Unidas expressando o desejo de rompimento.
A Casa Branca sustenta que o país obteve êxito em impulsionar sua produtividade e os rendimentos da classe trabalhadora sem estar sob as amarras do pacto. Alegam ainda que, mesmo sem as diretrizes internacionais, houve progresso na despoluição hídrica e atmosférica, além de uma queda nas emissões de carbono.
O governo enfatiza que possui autonomia plena para ditar suas normas ecológicas. A gestão Trump argumenta que as verbas americanas estavam sendo drenadas para “países que não merecem subsídios”. Em nota oficial, o governo declarou:
“Nos últimos anos, os Estados Unidos têm alegado aderir a acordos e iniciativas internacionais que não refletem os valores do nosso país nem as nossas contribuições para a busca de objetivos econômicos e ambientais. Além disso, esses acordos direcionam o dinheiro dos contribuintes americanos para países que não necessitam, nem merecem”.
Embora a saída seja simbólica e politicamente forte, o jornal The Guardian ressalta que a mobilização mundial contra o aquecimento global não estagnou. Todavia, a decisão implica em um corte direto ou na reavaliação das promessas financeiras feitas anteriormente à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC).
A ordem para os órgãos competentes é clara:
“O Embaixador dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, em colaboração com o Secretário de Estado e o Secretário do Tesouro, deverá cessar ou revogar imediatamente qualquer suposto compromisso financeiro assumido pelos Estados Unidos ao abrigo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima”.
Enquanto o Congresso Americano se divide entre aplausos e condenações à medida, o Acordo de Paris permanece como o alicerce multilateral para frear o superaquecimento da Terra. Suas metas visam limitar o crescimento da temperatura mundial e promover estratégias de diminuição dos danos ambientais. Especialistas apontam que, mesmo sem a participação de Washington, a cooperação entre as demais potências continua resiliente em prol da sustentabilidade.