O sentimento de que a corrupção na gestão pública se intensificou no Brasil ao longo do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma escalada notável nos últimos dois anos.
Conforme os dados do instituto PoderData, publicados em janeiro de 2026, praticamente metade da população (49%) sustenta que a corrupção avançou no território nacional. Ao comparar com janeiro de 2024, quando o índice era de 39%, nota-se um salto de 10 pontos percentuais na visão negativa dos cidadãos.
Aumento da corrupção: 49% dos brasileiros.
Estabilidade (mesmo patamar): 28% dos participantes.
Redução da corrupção: 18% dos ouvidos.
Indecisos ou não opinaram: 5%.
A mudança no ânimo social é evidente quando olhamos para os registros de dois anos atrás. Naquela época, o otimismo era maior: 30% acreditavam em um recuo das práticas ilícitas, enquanto 19% viam um cenário estagnado. O volume de pessoas que não sabiam opinar também caiu drasticamente, passando de 11% para os atuais 5%.
A desconfiança sobre a integridade governamental não é uniforme e varia conforme a classe social e a região:
Predomina entre homens (52%) e na faixa etária de 25 a 44 anos (55%).
Moradores do Centro-Oeste lideram esse sentimento (55%).
É mais acentuada entre quem possui diploma superior (56%) e ganha mais de cinco salários mínimos (56%).
Onde a sensação de melhora é maior:
Mais presente entre o público feminino (19%) e na terceira idade (22%).
Populações do Sudeste e do Norte apresentam os maiores índices de percepção de queda (20%).
Pessoas com ensino fundamental (22%) e que recebem até dois salários mínimos tendem a ser mais otimistas.
O levantamento consultou 2.500 indivíduos por telefone entre 24 e 26 de janeiro. A pesquisa opera com uma margem de erro de dois pontos e confiança de 95%. Importante notar que, embora 2026 seja ano de eleições, o estudo não requereu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois foca na avaliação temática do governo e não na preferência por candidatos específicos.